Os dirigentes das equipes de Curitiba não foram contaminados pelo temor ‘‘Gama’’, que apavora alguns dos maiores clubes brasileiros. Todos os cartolas acreditam na realização da Copa João Havelange, cujo início está previsto para o próximo dia 29 de julho. No caso do time brasiliense conseguir judicialmente ‘‘melar’’ a competição, Atlético, Coritiba, Paraná Clube e Malutrom não estão preparados para ficarem cinco meses sem receitas.
O diretor de futebol do Atlético, Valmor Zimmerman, aposta todas as fichas na realização da João Havelange. ‘‘Minha opinião pessoal é que um campeonato ou outro vai acontecer. Hoje o Gama parece ser um grande problema, amanhã pode ser um problema relativo, na semana que vem, não é mais nada’’.
Sérgio Prosdócimo, presidente do Coritiba, reforça as palavras do dirigente atleticano. ‘‘Acredito no bom senso. A Copa deve acontecer. Mesmo porque essa situação está estrapolando a tudo. Se o campeonato for cancelado ocorrerá um grande problema social, com um desemprego fantástico. Nós devemos caçar a liminar do Gama’’. Os presidentes do Paraná, Ênio Ribeiro, e do Malutrom, Juarez Malucelli, apostam tanto na competição que continuam reforçando suas equipes.
Se o campeonato não acontecer, os dirigentes concordam que a única saída para os clubes escaparem da crise será negociando jogadores. ‘‘A situação do Atlético é confortável’’, prega Zimmerman. ‘‘Temos vários jogadores que podem ser negociados. Se o Atlético vender dois ou três a situação se resolve’’, afirma o dirigente. Por sinal, o meia Adriano foi o primeiro a deixar o clube, vendido ao Olympic de Marseille.
Repensar o futebol como coisa séria é a proposta de Prosdócimo, no caso do Gama conseguir paralisar a competição. O dirigente admite que se o alviverde ficar sem calendário neste segundo semestre terá que negociar alguns jogadores e iniciar uma reformulação interna.

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