São Paulo, 20 (AE) - Há dez anos na Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e desde de 1998 como vice-presidente para a América Latina, Eduardo Menga anunciou nesta quinta-feira, em São Paulo, que deixa a entidade para cuidar de negócios particulares. O ex-dirigente nega que tenha saído por pressão dos jogadores, motivada por um questionário assinado por tenistas sul americanos, como Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Nicolas Lapentti e Marcelo Rios, em que se diziam insatisfeitos com as ações de Menga na América do Sul.
"Antes de tomar conhecimento deste questionário, que nem sequer sei que fim levou, pois não fui informado se foi realmente entregue à ATP, já tinha tomado a decisão de deixar a entidade", afirmou Menga, em um café da manhã, no hotel Mofarrej Sheraton, em São Paulo. "Este problema até acabou retardando a minha saída, pois tive de esperar para anunciar a decisão."
Apenas na próxima segunda feira, a ATP vai oficializar a saída de Menga. Mas, como uma espécie de agradecimento pelo apoio recebido da imprensa brasileira em todos estes anos como dirigente da entidade, resolveu convocar uma coletiva para antecipar o anúncio de sua demissão.
"Estou com bons planos e muitos projetos", afirmou. "Vou continuar no esporte, dando uma espécie de consultoria aos promotores de torneios e à própria ATP." Sem Eduardo Menga à frente, o escritório da ATP em São Paulo também tende a desaparecer com o tempo. Por ora, a assistente Cristina Yoshizawa cuida da parte administrativa, reportando-se ao norte-americano Wayne Richmond, que como vice-presidente das Américas, vai gerenciar também a América Latina.
Para melhorar o relacionamento da ATP com os jogadores e também dar atendimento à mídia, a associação contratou o brasileiro André Silva, que vive nos Estados Unidos, e estará trabalhando nos torneios em que contam com um bom número de tenistas sul americanos.
Como dirigente da ATP, Menga participou ativamente da criação da Copa Ericsson, solidificou o circuito latino americano com os torneios do México, Santiago e Bogotá e participou da criação do projeto tênis nas escolas. Também esteve empenhado em trazer o Masters Cup para São Paulo, em 2001
campeonato, porém, ainda ameaçado por causa da dificuldade do promotor João Lagos em construir um estádio permanente, como é seu objetivo.

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