Um dos representantes brasileiros na 26ª Confraternização Internacional Esportiva Nikkei em Lima, no Peru, Edson Kajiwara, 75, natural de Bandeirantes, brilhou nas competições de atletismo e conquistou cinco medalhas de ouro na categoria máster. O veterano disputou e venceu nas modalidades de lançamento de dardo, lançamento de peso, lançamento de martelo, revezamento 4x100m e revezamento 4x400m.

É a segunda edição seguida que Edson representa o Brasil e vence nas categorias de lançamentos. Em 2023, em Buenos Aires, ele também terminou na primeira colocação. O veterano é um dos principais nomes do Brasil no atletismo categoria máster de 70 a 75 anos e soma títulos brasileiros, sul-americano, do Mercosul, e agora na Confraternização Internacional Esportiva Nikkei, que é uma competição pan-americana.

O evento é realizado desde 1968 a cada dois anos e conta com a participações de representantes de países como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Estados Unidos, México, Paraguai, Peru e Uruguai. O Japão também já enviou representantes. Além do atletismo, o evento reúne competidores em outras modalidades como beisebol, boliche, futebol, gatebol, golfe, judô, karatê, natação, softbol, tênis, tênis de mesa e vôlei. Neste ano, o evento foi realizado de 6 a 9 de fevereiro em Lima, capital peruana, sediado no estádio La Unión, e reuniu cerca de 1.500 atletas.

“Pude vencer as provas de lançamento, assim como em Buenos Aires (em 2023), além dos revezamentos. Em 2027, vai ser realizado na Cidade do México e estou me programando para ir mais uma vez”, disse o atleta de Bandeirantes em entrevista à FOLHA.

Formado em Educação Física e ex-funcionário do Banco do Brasil, Edson Kajiwara é aposentado há quase 30 anos. Ele visa futuramente a participação no Mundial de Atletismo da categoria máster, mas admite que o alto custo o impediu de estar no torneio nos últimos anos.

“É questão de oportunidade, envolve muita coisa. São 15 dias e isso tem um custo, não dá para dar um passo maior que a perna. A gente programa para talvez daqui dois, três anos, porque depende do local. Anos atrás seria no Japão e eu queria conhecer a terra do meu pai, mas a Covid-19 fez com que o evento fosse transferido. Quem sabe o Japão volte a sediar futuramente”, disse o atleta.

O bandeirantense garante que não é adepto de apenas participar de competições, por isso acompanha atletas de sua categoria para se manter em nível semelhante.

“Participar por participar está fora do meu vocabulário. Tem isso que falam de que o importante é participar, mas para mim o importante é participar e ganhar”, garantiu Kajiwara.

“No máster não existe índice, podem participar aqueles que tiverem interesse. Mas mesmo sem índice, sempre procuro pegar o resultado do Mundial do ano anterior, ou de dois anos antes, para ter uma base, treinar, e fazer boas competições. É preciso ver se tem uma diferença grande na metragem, o que mais temos que aperfeiçoar para chegar em condições de brigar de igual para igual sempre”, explicou.

Multiatleta

Edson Kajiwara também é atleta de outras modalidades como softbol e beisebol. Na sexta-feira (14), viajou a São Paulo onde disputa o Campeonato Brasileiro de Clubes de Beisebol, representando o Paraná.

“Sempre são montadas as equipes do Paraná com atletas de Londrina, Maringá, também do Oeste do Estado. Jogo por Londrina, mas também já joguei por Maringá. O Paraná foi campeão no ano passado, inclusive. Agora, vamos disputar mais uma vez na categoria máster”, contou o multiatleta de 76 anos, projetando mais uma conquista para seu mural.

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