São Paulo - Para as atletas brasileiras mais bem classificadas na São Silvestre-2001, o desempenho do país este ano pode iniciar uma nova era na tradicional corrida paulistana.
Tradicionalmente dominada por estrangeiras, a prova teve em sua última edição domínio brasileiro no pódio. Além da vitória da ex-bóia-fria Maria Zeferina Baldaia, que superou a favorita queniana Margaret Okayo, o pódio foi completado por outras três fundistas do Brasil Márcia Narloch (terceiro lugar), Adriana de Souza (quarto) e Selma dos Reis (quinto).
Historicamente, no entanto, o país tem papel de coadjuvante. Em 27 edições com a participação de mulheres (desde 1975), somente três brasileiras cruzaram a linha em primeiro lugar.
A primeira vez aconteceu em 1995, com Carmem de Oliveira. No ano seguinte, foi a vez de Rosely Machado. ''Disputar mano a mano com as estrangeiras nos fez melhorar nossas marcas. Não há nenhum bicho de sete cabeças. O nível das atletas brasileiras cresceu muito'', disse Selma dos Reis.
A favor das brasileiras está ainda o fato de nenhuma corredora estrangeira de grande nome ter confirmado presença na prova. Entre as principais estão a queniana Gladys Asiba e a colombiana Berta Sanchez, desconhecidas até mesmo das favoritas brasileiras.
''Se elas vieram para cá, não devem ter nível baixo. É difícil dizer por não conhecer as atletas'', disse Adriana.

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