São Paulo - O Brasil deixa o medo de lado para enfrentar os Estados Unidos hoje, às 9h30, na disputa do bronze no Mundial Feminino de Basquete, no ginásio do Ibirapuera. As brasileiras acreditam que o adversário provou com a derrota para a Rússia que não é imbatível.
''Elas não sabem jogar atrás. Estão acostumadas com a vitória. Vamos jogar sem medo e impor nosso ritmo'', disse a ala Iziane que atua no Seattle Storm da WNBA - liga profissional norte-americana feminina - e conhece muito bem a tática do jogo da técnica Anne Donovan, que comanda seu time em Seattle. Ela ainda promete auxiliar Antônio Barbosa na quadra. ''Sei todos os pontos fortes e fracos, as jogadas e até os sinais que a Anne faz. Ela não mudou nada'', afirma.
A jogadora guarda, inclusive, em seu correio eletrônico, uma frase da técnica como arma para incentivar às companheiras do Brasil. Ela não decorou a frase, mas lembra o seu significado: ''Quando as equipes pararem de respeitar os Estados Unidos e encararem o time, elas vão perder'', revelou Iziane.
Assim como a maioria do time, Adrianinha diz que foi difícil pregar os olhos com a derrota. ''Ficou passando um filme na cabeça. Mas já somos vencedoras só de chegar até aqui, por todas as dificuldades que temos no Brasil. Nos Estados Unidos elas têm vários times fortes, que começam no College, High School, na universidade. E aqui você vê o povo sofrendo'', desabafou a armadora, com lágrimas nos olhos.
Para a pivô Érika, que defendeu o time de Los Angeles, há quatro anos, os Estados Unidos não são tão fortes como a Austrália. ''Nós sabemos que eles têm um time guerreiro, mas não têm pivôs de verdade. É só a gente usar nossas pivôs no garrafão. Temos corpo e força'', acredita Érika que está com duas unhas soltas nos dedões dos pés. Ontem, teve de fazer uma drenagem para retirada dos hematomas e jogará com proteção. ''Já superei a dor no tornozelo. As unhas não me deixarão fora do jogo'', garante a atleta.
Outra pivô machucada é a veterana Alessandra: tendinite no bíceps do braço esquerdo. O trauma ocorreu na semifinal, quando seu braço foi levado para trás em um bloqueio. Está sendo medicada e fazendo fisioterapia. Segundo o departamento médico, ela é dúvida para a decisão. ''Estou sentindo muita dor. Mas quero jogar.''

mockup