BRASILEIRÃO
CRUZEIRO 1 X 2 BAHIA
Festa vira guerra
VISÃO DE JOGO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 02 de dezembro de 2013
ENRICO BRUNO<br>[email protected] 
Era para ser uma bonita, calma e animada festa do Cruzeiro, com a taça de campeão
Brasileiro. Era, porque o Bahia, dentro de campo, e a selvageria de parte da torcida, do lado de fora do Mineirão, estragaram o dia.
A Raposa perdeu o jogo por 2 a 1, e membros de organizadas perderam a noção do ridículo ao se enfrentarem no entorno do estádio, de onde partiria um trio elétrico para comemorar a conquista do Brasileirão-2013.
Quanto ao futebol, a derrota foi merecida, pois o Bahia, pressionado para fugir da degola, mostrou mais vontade. O Cruzeiro teve pouca iniciativa. A essa altura, estavam todos com espírito de férias.
Marquinhos Gabriel aproveitou a preguiça da marcação celeste e abriu o placar. Willian Barbio, que foi uma espécie de "faz tudo", auxiliando na marcação e na criação das jogadas, deu passe açucarado para o companheiro marcar.
Um pouco mais animado no segundo tempo, o Cruzeiro fez valer a capacidade técnica. O time pressionou até os 38, quando Vinícius Araújo empatou o jogo. Mas a noite não era mesmo de festa azul. Anderson Talisca marcou o gol que deu alívio FERNANDO SOUTELLO/AGIF ao Bahia, encerrando um tabu de 19 anos sem vencer a Raposa.
Seria bom se as frustrações cruzeirenses ficassem apenas dentro das quatro linhas. Mas a selvageria de membros das organizadas Pavilhão Independente e Máfia Azul entraram em confronto do lado de fora do estádio, e o trio elétrico foi cancelado. A polícia precisou intervir com a força, bombas de gás e pimenta. Torcedores, imprensa e até o ônibus da delegação do Bahia tiveram que ficar retidos no estádio como medida de segurança.
A festa azul foi manchada com o sangue da violência.




