Imagem ilustrativa da imagem BRASILEIRÃO <br> VISÃO DE JOGO<br> NÁUTICO 1X4 CRUZEIRO<br> Mais um passo para o paraíso



Quando a fase é boa - e esse é o caso do Cruzeiro -, não é preciso nem fazer um jogo vencer bem. A Raposa se deu ao luxo de jogar o primeiro tempo quase todo no lixo, tomar sufoco do lanterna Náutico e ainda assim golear na Arena Pernambuco: 4 a 1.
Como? Bastou uma mudança de postura no começo da etapa final para liquidar a fatura, chegando ao 12 o- jogo de invencibilidade no Brasileirão e mantendo a folga de 11 pontos para o segundo colocado.
A Raposa deu impressão de que o massacre começaria cedo, ao abrir o placar na primeira vez em que conseguiu encaixar uma jogada de ataque. Mas a cabeçada de Ricardo Goulart no ângulo, depois de um escanteio, anestesiou o time.
Os mineiros recuaram e viram um corajoso Timbu ir ao ataque. Pressão de todos os lados. Com brios de quem ainda não jogou a toalha, apesar do buraco em que está na classificação, o Náutico chegou ao empate com Maikon Leite. Crédito também ao venezuelano Peña pelo passe milimétrico.
Em apuros, o que fazer? Marcelo Oliveira deve ter eletrificado os bancos do vestiário cruzeirense, porque o time voltou transformado no segundo tempo. E dessa vez o gol de Ricardo Goulart - o segundo – logo nos primeiros minutos não deixou o time paradão.
Não demorou muito para o atacante Willian - que já tinha dado assistência para o primeiro gol - fazer fila na entrada da área e sofrer pênalti. O meia Everton Ribeiro cobrou e marcou o terceiro. Ricardo Berna, com a mão "amanteigada", quase defendeu.
Aí o jogo ficou moleza, tirando alguns lapsos do Náutico. Nada que Fábio não pudesse segurar.
O toque de bola envolvente do Cruzeiro ainda resultou na cereja do bolo, com Mayke recebendo um presente de Tinga e resolvendo o jogo. A torcida do Náutico nem esperou para ver o fim da partida.
"Meia" apresentação de gala foi suficiente. E o Cruzeiro segue a passos largos para o título

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Sem clima de ‘já ganhou’ O técnico do Cruzeiro, Marcelo Oliveira, não quer nem saber de euforia no vestiário do Cruzeiro. - O futebol já pregou muitas peças e tem muitas surpresas. Não podemos bobear, porque ainda faltam 12 jogos importantes - avisou, exaltando a mudança de postura contra o Náutico: - Depois do primeiro gol, não parecia que era jogo decisivo de Brasileiro. Nos cobramos muito no intervalo. E, no segundo tempo, a vitória veio de forma natural. Mostramos bom preparo físico e poder de reação.
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