São Paulo - A vida de treinador de futebol realmente não é fácil no Brasil. Afinal, os clubes do País continuam mudando de técnico alegando falta de resultados. Na atual edição do Campeonato Brasileiro, os números comprovam a alta rotatividade e a falta de estabilidade: em 17 rodadas disputadas, 16 treinadores já deixaram seus times, quase todos eles demitidos, com uma média de quase um técnico ficando sem emprego por rodada. Os últimos foram Doriva, no Atlético Paranaense, e Wagner Lopes, no Criciúma.
Quem encabeça a lista é Ney Franco. O treinador já está em seu terceiro trabalho neste Brasileirão. Depois de iniciar o torneio no Vitória, ele foi contratado pelo Flamengo. Após alguns jogos e nenhum triunfo, foi substituído por Vanderlei Luxemburgo e, na última semana, acertou o seu retorno ao Vitória, atual último colocado na tabela de classificação.
O Vitória, aliás, ao lado de Atlético Paranaense, Figueirense, Flamengo e Criciúma, é o time que mais trocou de técnico desde o início do torneio nacional: duas vezes, levando em consideração a saída e o posterior retorno de Ney Franco. A "dança das cadeiras" não é exclusividade desses times e outras seis equipes também já decidiram trocar o comando com o Brasileirão em andamento.
Entre os nove times que continuam com o mesmo treinador desde o início do torneio, sete deles estão nas 10 primeiras colocações da tabela de classificação. As exceções são Goiás e Botafogo, atualmente 13º e 14º na classificação geral, respectivamente.
Entre os quatro líderes da competição, grupo de times que se classifica à Copa Libertadores do próximo ano, nenhum deles mudou de treinador e dois deles, Cruzeiro e São Paulo, dois primeiros colocados do Brasileirão, mantém os técnicos Marcelo Oliveira e Muricy Ramalho desde o ano passado.

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