Brasileirão com poucas novidades nos bancos
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sábado, 12 de maio de 2007
Agência Estado 
São Paulo - Se as equipes, por uma questão econômica, apostam cada vez mais em jogadores jovens na formação de seus elencos, o mesmo não se nota na função de técnico. Para este Campeonato Brasileiro, que começou ontem com três jogos e tem sequência hoje com mais sete partidas, poucas são as caras novas nos bancos de reservas. A competição nacional, ao contrário dos torneios estaduais, não suportam experiências no comando das equipes.
Um exemplo do receio dos clubes em lançar 'novidades' em campeonatos brasileiros foi o retorno de dois técnicos que estavam afastados, mas por terem história no futebol superaram outros mais jovens.
O Corinthians foi buscar Paulo César Carpegiani, que há três anos está fora do futebol brasileiro e já ocupava o cargo de diretor de um time de amadores no Sul. Celso Roth foi a terceira opção do presidente Eurico Miranda para substituir Renato Gaúcho no Vasco - o último trabalho dele tinha sido no Botafogo, em 2005.
No Brasileiro do ano passado, Ney Franco foi a novidade, ao dirigir o Flamengo, após um bom trabalho pelo mineiro Ipatinga. Neste ano, esse posto cabe a Caio Júnior, que depois de classificar o Paraná para a Libertadores, aceitou o desafio de levar o Palmeiras de volta à conquista de grandes títulos. Não teve sucesso no Paulistão, ao não se classificar para as semifinais. Sofreu pressão, mas se manteve no cargo, com o crédito da diretoria.
O maior desafio, talvez, seja o assumido por Gallo. Campeão pernambucano pelo Sport, o treinador - que em 2005 se negou a ser auxiliar de Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid por acreditar em seu potencial como técnico - entra no lugar de Abel Braga no Internacional, após o fracasso do atual campeão mundial na Libertadores, eliminado na primeira fase da competição.
PC Gusmão vai ter um trabalho inverso ao de Gallo. Depois de passar por Cruzeiro, Flamengo e Botafogo, agora terá a missão de comandar o Náutico, que volta à elite do futebol brasileiro.
Muricy Ramalho continua no São Paulo, que vai defender o título nacional. O Botafogo, mesmo com o vice-campeonato carioca, segue com Cuca, elogiado pela crítica.
A história dos campeonatos brasileiros mostra que o mais certo é manter o técnico no cargo, ao contrário do que fez o São Caetano no ano passado. O time do ABC paulista somou seis treinadores no campeonato - Nelsinho Baptista, Dino Camargo, Emerson Leão, PC Gusmão, Hélio dos Anjos e Dorival Júnior. E nenhum deles evitou a queda para a Série B.
Apontados recentemente 'como um dos melhores do País', Emerson Leão e Geninho, depois de um mau primeiro semestre no Corinthians e Goiás, respectivamente, estão no aguardo por um algum tropeço de seus colegas. Por enquanto, estão desempregados, mas experiência não lhes falta.


