São Paulo - Sexta-feira, em plena véspera de Natal, o Flamengo anunciou Júlio César Leal como o seu novo técnico para 2005. Na mesma toada, os rebaixados Grêmio e Vitória também apresentaram os seus novos comandantes para tentar trilhar o caminho de retorno à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.
Enquanto o ex-zagueiro Hugo De León assumiu o time de Porto Alegre, em Salvador Renê Simões batia o martelo para dirigir o rubro-negro baiano.
Seis dias depois da rodada final do Campeonato Brasileiro, 11 equipes da elite já dispensaram seus treinadores uma a mais do que no ano passado, levando-se em conta o período até 31 de dezembro. Assim, Atlético Paranaense, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Paysandu, São Caetano e Vitória buscarão dias melhores em 2005 com novos homens da prancheta.
E a onda de mudanças pode não parar por aí. A troca de treinadores tende a aumentar, já que mais cinco equipes ainda buscam a definição de um comandante. Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Juventude e o ascedente Fortaleza, que perdeu Zetti para o São Caetano, tentam definir seu comandante até o início da próxima temporada, em janeiro.
Em alguns clubes, como Grêmio e Flamengo, a reformulação não se restringiu somente à saída dos técnicos Cláudio Duarte e Andrade. Dirigentes remunerados também foram alvos das restruturações. No time gaúcho, Mário Sérgio é o novo diretor de futebol. Já no rubro-negro carioca, o caminho foi inverso para o ex-ídolo Júnior, que foi demitido do cargo.
Entre o grupo dos rebaixados neste Brasileiro, Criciúma e Vitória além do Grêmio demitiram Lori Sandri e Evaristo de Macedo, respectivamente. O Guarani manteve o treinador até agora, mas carrega um recorde negativo. Foi a equipe que mais mudou de técnicos ao longo do torneio: Joel Santana, Zetti, Lori Sandri, Agnaldo Liz e, por último, Jair Picerni.
Entre os times que terminaram o torneio no bloco intermediário, como Fluminense e Cruzeiro, o processo de substituição também veio rápido. A equipe das Laranjeiras resgatou Abel Braga para o lugar de Alexandre Gama, enquanto o time mineiro demitiu Ney Franco para apostar no técnico vice-campeão: Levir Culpi.
Primeiro técnico a fazer as malas após o fim da competição, Celso Roth deixou o Goiás e agora é alvo de times do exterior. ''Antes da última rodada já havia falado com a diretoria que estava saindo. Acho que fiz um trabalho bom no Goiás e tenho certeza de que a equipe poderia ter ido bem mais longe'', afirmou o treinador que foi substituído por Péricles Chamusca.

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