BRASIL x ARGENTINA - Clássico decide Copa das Confederações
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terça-feira, 28 de junho de 2005
Agência Estado 
Frankfurt - Carlos Alberto Parreira anunciou ontem a escalação do Brasil sem nenhuma surpresa. José Pekerman, misterioso, escondeu o time da Argentina. A atitude dos treinadores é um indicativo muito forte do que se pode esperar da final da Copa das Confederações, hoje, em Frankfurt.
De um lado, a seleção brasileira destemida e pronta para apagar a estrondosa derrota (3 a 1) de Buenos Aires. Do outro, um silêncio frio de quem está na hora do bote mortal. O clássico sul-americano na casa dos europeus começa às 20h45 (15h45 de Brasília).
O que está prestes a acontecer em Frankfurt tem ligação direta com o que aconteceu em Buenos Aires, dia 8 de junho. Os pentacampeões levaram uma surra naquela noite, por mais que Parreira tente apagar esta evidência. A sova doeu, doeu tanto que os jogadores e o treinador do Brasil estão ansiosos para responder ao nocaute.
''A seleção tem de se impor. Não pode se intimidar em nenhuma hipótese. A mentalização pode definir o jogo'', alerta Parreira. Kaká emenda: ''É decisão de campeonato. Vamos com tudo para apagar aquela imagem da partida de Buenos Aires. Todo mundo vai se doar ao máximo, depois férias, cada um vai para a sua casa.''
Parreira quer muito que os argentinos voltem para casa de mãos abanando. Por isso, não fez segredo sobre o time que inicia a decisão.
Entra com força total. ''O time está evoluindo nesta nova proposta ofensiva. Não vamos mudar agora. Queremos vencer, mas não por revanche. Aquele jogo era de Eliminatórias, agora vale a Copa das Confederações. É diferente. Nas decisões de campeonatos o futebol brasileiro cresce.''
José Pekerman não segue a linha de Parreira. ''Aquele jogo de Buenos Aires pode ter sua influência sim. O futebol tem coisas que podem combinar. Podemos repetir algo daquela partida. Assim como o Brasil pode mudar algo no modo de atacar. Vamos esperar.''
O treinador argentino sabe muito bem que não será fácil repetir aquela avalanche dos 20 minutos iniciais de Buenos Aires, mas exige do seu time a mesma atitude. Só não revela quem pretende escalar.
''Posso adiantar que o Saviola, suspenso pela explusão, não vai jogar. Não sei ainda quem vai entrar no seu lugar. Nem mesmo posso adiantar o time. Temos de conversar com os jogadores, ver como eles estarão amanhã (hoje). Escalação só minutos antes da partida.'' A sua grande dúvida é Tevez ou Galetti na vaga de Saviola. Está mais para Galletti.
Provocações Parreira quer um time contundente, disposto a tudo. E contra provocações, também não baixa a crista. Ontem, por exemplo, um jornalista argentino perguntou se ele estava aliviado por que Crespo autor de dois gols na vitória (3 a 1) em Buenos Aires nem veio para a Copa das Confederações. Veja a sua resposta: ''Vocês da Argentina também devem estar bem aliviados, o Ronaldo também não veio.''
Sem Ronaldo, Adriano é a ponta da faca de Parreira. E ainda tem Ronaldinho, Kaká, Robinho... ''Eles podem fazer a diferença'', insinua Parreira, que também pede respeito a Riquelme e Sorín, só para não dizer que não falou bem deles.
EM FRANKFURT
Brasil
Dida; Cicinho, Lúcio Roque Júnior e Gilberto; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Adriano. Técnico: Carlos Alberto Parreira
Argentina
Lux; Coloccini, Samuel e Milito; Zanetti, Santana, Cambiasso, Riquelme e Sorín; Galetti (Tevez) e Figueiroa. Técnico: José Pekerman
Árbitro: Michel Lubos (ESL)
Estádio: Waldstadion
Horário: 15h45 (de Brasília)


