Brasil viaja com a cabeça no Chile
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domingo, 14 de agosto de 2005
Agência Estado 
São Paulo A seleção brasileira faz amanhã, em Split, na distante Croácia, o primeiro treino para o jogo contra o Chile, em Brasília, dia 4 de setembro, pelas Eliminatórias. Explica-se: sem poder contar com Roque Júnior e Ronaldinho Gaúcho (estão suspensos) na partida que pode carimbar o passaporte brasileiro à Copa da Alemanha, o técnico Carlos Alberto Parreira pretende aproveitar o encontro com os croatas para, se possível, definir já a equipe que enfrenta os chilenos. O Brasil tem 27 pontos na eliminatória e garante matematicamente a vaga na Copa se bater o Chile.
No entanto, como normalmente ocorre neste tipo de amistoso, Parreira não vai ter muito tempo para treinar a equipe. Os jogadores se reúnem hoje em Frankfurt (Robinho, Ricardinho e Cicinho, que atuam em times brasileiros se juntam no aeroporto da cidade alemã aos companheiros que jogam na Europa) e viajam em vôo fretado para Sprit, onde chegam no início da noite. Assim, treino mesmo só amanhã à tarde, no Estádio Poljud, local da partida.
Este treino, que não deve chegar a duas horas de duração, e o jogo na quarta-feira serão as únicas oportunidades para Parreira testar suas opções. Sua intenção é que Robinho substitua Ronaldinho Gaúcho no quarteto ofensivo. O ainda santista jogaria um pouco mais atrás, junto com Kaká com Ronaldo e Adriano à frente. Na defesa, a tendência é de Juan entrar no lugar de Roque Júnior, formando a dupla com Lúcio.
Ausência - Os croatas ficaram revoltados com a ausência de Ronaldinho Gaúcho. Como o atacante, nomeado embaixador da ONU contra a fome e que deve renovar seu contrato com o Barcelona até 2014, não poderá enfrentar o Chile, dia 4, pelas Eliminatórias sul-americanas (está suspenso), Carlos Alberto Parreira optou por não convocá-lo para o amistoso em Split. A decisão desagradou ao presidente da Federação Croata, Vlatko Markovic.
''Sem Ronaldinho, o Brasil não estará completo. E no contrato (assinado para a realização do amistoso), o Brasil se comprometeu a vir com todos os jogadores'', protestou Markovic, um ex-jogador que chegou a defender a Iugoslávia - na época, a Croácia era uma república da antiga Iugoslávia.


