Brasil vence primeiro duelo na Davis
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domingo, 06 de março de 2005
Das Agências 
São Paulo - O Brasil encerrou com vitória sua participação na primeira rodada do grupo II do Zonal Americano. Número 342 do ranking da ATP, Bruno Soares venceu, de virada, o colombiano Sergio Ramirez (932) por 2 sets a 1, parciais de 0/6, 6/3 e 6/3. Com o triunfo de ontem em Bogotá (COL), a equipe verde-amarela fechou a série em 5 a 0. O próximo adversário do Brasil será as Antilhas Holandesas, que venceu Bahamas no outro confronto do grupo II do Zonal Americano.
Bruno começou muito mal o primeiro set, levando um passeio de Ramirez, que não teve trabalho para fechar em 6/0. No set seguinte, o brasileiro reagiu, quebrando o serviço do colombiano em três games. No último e decisivo set, prevaleceu a melhor atuação de Bruno Soares, que venceu por 6/3.
Na primeira partida do dia, André Sá, número 157 do mundo, arrasou o colombiano Oscar Rodriguez (857º) por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/1.
A classificação do Brasil havia sido confirmada no sábado. O dia começou com um duelo adiado. Ricardo Mello triunfava por 2 sets a 0 contra Michael Quintero na sexta-feira quando a chuva caiu e obrigou os organizadores a suspender o embate. No retorno, o brasileiro confirmou sua superioridade e fechou em fáceis 3 sets a 0 (6/3, 6/4 e 6/3).
O duelo de duplas seguiu um enredo semelhante. André Sá e Bruno Soares chegaram até a ceder uma parcial, mas reagiram e despacharam a parceria entre Pablo González e Quintero marcando 3 sets a 1 (6/3, 6/4, 2/6 e 6/1).
Com os três triunfos sobre a Colômbia o primeiro ponto havia sido marcado por Flávio Saretta sobre González , o Brasil cumpriu o primeiro capítulo da série de seis vitórias que precisa lograr para voltar a figurar na elite em um período de dois anos. São três duelos da terceira divisão, dois da segunda e um da repescagem.
Na única vez em que obteve o feito, o país saiu da segunda divisão (batendo Chile, Peru e Uruguai), passou pela repescagem (Índia) e alcançou as semifinais do Grupo Mundial (Alemanha e Itália), entre 1990 e 1992.
Seria a recuperação perfeita para uma derrocada que teve início em fevereiro de 2003, quando o Brasil foi batido na primeira rodada do Grupo Mundial (a primeira divisão) pela Suécia. Em seguida, vieram a queda diante dos canadenses na repescagem, o boicote dos atletas e as derrotas, improváveis em condições normais, para Paraguai, Venezuela e Peru.
A série negativa, que resultou no rebaixamento à terceira divisão, é a maior desde o advento do atual formato de disputa, em 1981.


