Atenas - Com a torcida a favor, a seleção de José Roberto Guimarães derrotou a equipe norte-americana, por 3 sets a 2, parciais de 25/22, 25/20, 22/25, 25/27 e 15/6, ontem, no Ginásio Paz e Amizade, em Atenas. Com a vitória, o Brasil classificou-se para a semifinal, que será disputada amanhã, às 13h30, contra a Rússia.
''Tirei um peso de 1,5 mil quilos das minhas costas. Deixamos quatro posições para trás. Estamos entre as quatro melhores do mundo. Estávamos conversando no vestiário que disputaríamos três finais. A primeira foi esta. Agora é preparar o emocional e o coração para voltar pra quadra contra a Rússia'', diz o técnico, medalha de ouro com a seleção masculina em Barcelona (92).
No primeiro set, a seleção apresentou um bom ritmo de jogo. Érika chegou a fazer um ponto de saque, em cima da líbero Stacy Sykora, que nem chegou a perceber a bola. A equipe norte-americana até tentou uma recuperação quando o Brasil vencia por cinco pontos (20/15), mas Érika fechou o set, em 25/22. Mari, foi o destaque, com oito pontos de ataque.
O segundo set foi marcado por rali entre as duas equipes. A maioria dos pontos foi disputado depois da bola ficar um bom tempo em jogo. A experiência e a força do ataque de Virna ajudaram a definir alguns deles, e as brasileiras fecharam em 25 a 20.
No terceiro, as duas equipes se revezavam no placar, mas as norte-americanas souberam administrar a vantagem e os Estados Unidos fechou em 25 a 22.
No quarto set, Zé Roberto pediu para Érika e Mari forçarem o saque, mas novamente a vitória foi dos Estados Unidos.
A seleção brasileira decidiu rapidamente o tie-break. Chegou a abrir 7 a 0. Com um ótimo desempenho de Virna, Walewska e Érika em todos os fundamentos, o Brasil fechou o jogo em 15 a 6, em apenas 14 minutos, chegando pela terceira vez a semifinal olímpica.
''É sempre muito motivante jogar contra os Estados Unidos e principalmente vencê-las. A gente sabia que o jogo não seria fácil e que o resultado não seria 3 sets a 0. Acho que o placar foi muito justo'', disse Mari, jogadora revelada em Londrina.
''A gente se ajuda muito. E acho que é assim que vamos precisar jogar contra a Rússia. Precisamos ter a cabeça no lugar e equilíbrio. Este será o segredo do próximo jogo'', revela Érika, melhor jogadora em quadra, com 20 pontos marcados.

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