São Paulo - A seleção brasileira feminina de handebol, comandada pelo técnico Alexandre Schneider, venceu a anfitriã Grécia por 29 a 21, ontem, em sua estréia nos Jogos Olímpicos de Atenas. A destaque da seleção foi a pivô Daniela Piedade, que marcou sete gols em oito tentativas, aproveitamento de 87,5%. A ponta-esquerda Aline Rosas, a Pará, anotou seis (60%), e a ponta-direita Alexandra do Nascimento, quatro (80%).
O resultado foi decisivo para as pretensões das equipes no torneio feminino. Ao final do jogo, duas jogadoras gregas não aguentaram o insucesso e caíram no choro. ''Acho que elas estavam mal informadas sobre o Brasil'', disse a ponta-esquerda Aline Pará, autora de seis gols. Foi a primeira vitória brasileira sobre um time europeu em Olimpíadas.
O próximo jogo da seleção feminina será na quinta-feira, contra a Ucrânia, às 13h30 (de Brasília). No dia 21, as brasileiras encaram a Hungria, às 15h30, e, no dia 23, a China, às 10h30.
Também pelo Grupo A, a Hungria venceu a China por 28 a 24. As destaques do equipe européia, vice-campeã mundial em 2003, foram Anita Kulcsar e Bojana Radulovics, ambas com oito gols marcados no jogo.
Masculino - Após a derrota para a França, campeã mundial em 2003, por 14 pontos de diferença (31 x 17), a seleção brasileira de handebol masculino volta a quadra hoje para enfrentar a seleção da Hungria, veterana de Olimpíadas. Os húngaros estiveram presente em seis edições dos Jogos: Berlim (36), Munique (72), Montreal (76), Moscou (80), Seul (88), Barcelona (92), chegando a disputar o bronze em três delas.
''É uma equipe forte e que joga bem diferente da França. Precisamos jogar o tempo todo como jogamos nos primeiros dez minutos do primeiro jogo. Aí sim conseguiremos alguma coisa'', diz o técnico Alberto Rigolo. (Colaborou Janaína Tupan Frare)

mockup