Doha, Catar - O Brasil finalmente venceu no Mundial de Handebol no Catar. Após duas derrotas, a seleção masculina se recuperou na competição ao derrotar a Bielo-Rússia, ontem, por 34 a 29. Foi uma partida difícil como todos esperavam: dura e chata de se jogar.
Um dos erros que o Brasil havia cometido na derrota para a Espanha foi corrigido. O time do técnico espanhol Jordi Ribera melhorou o aproveitamento no ataque. O ponta Borges foi o artilheiro do Brasil e da partida, marcando nove gols. Fábio Chiuffa, que também é ponta, fez sete.
Os bielo-russos não aliviaram: cometeram faltas em série, às vezes forçando o antijogo. Com 15 minutos de partida, ficaram com um jogador a menos na quadra por três vezes. Rutenka, que joga no Barcelona, foi o líder do time e complicou a vida dos brasileiros.
O Brasil foi superior já no primeiro tempo e construiu uma vantagem parcial de 16 a 12. Na etapa final, porém, a Bielo-Rússia, que fazia um bom bloqueio com seis jogadores, melhorou e o jogo chegou a ficar disputado ponto a ponto, até que a seleção brasileira abrisse uma vantagem que garantiu a vitória.
Eleito melhor da partida e artilheiro do jogo, Borges comparou a pressão vivida pela seleção de handebol com a do futebol. O Brasil vinha de duas derrotas consecutivas no Mundial do Catar e encarava o jogo contra a Bielo-Rússia como uma final. A vitória, enfim, foi conquistada. "Aqui não é futebol, mas também tem pressão. A gente sabe o momento que o handebol brasileiro está passando e temos que saber lidar com isso. Nós correspondemos bem", afirmou.
O sentimento de Borges foi compartilhado por outros jogadores da seleção brasileira. Havia uma expectativa pela vitória devido à boa atuação da equipe diante da Espanha, apesar da derrota por 29 a 27. Em tese, a Bielo-Rússia, mesmo com bom sistema defensivo, era um dos rivais mais fracos do grupo. "Hoje (ontem) foi nossa final. Tínhamos de sair com a vitória. Era sim ou sim. Se não, isso comprometeria nossa sequência no Mundial", afirmou o ponta direita Fábio Chiuffa.
Para Jordi Ribera, o Brasil mostrou evolução no jogo desta segunda. "A equipe está crescendo. Já melhorou na segunda etapa contra o Catar e na partida contra a Espanha. Hoje (ontem) fomos completos, tanto no trabalho defensivo, como no ataque. Não erramos tantos arremessos".
O Brasil continua firme na briga por um lugar nas oitavas de final. Amanhã, a seleção enfrenta a Eslovênia, "segunda força" do Grupo A, e na sexta-feira encerra a participação na primeira fase contra o Chile.

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