Brasil vai ao Mundial e fica sem treinador
Agência Folha
Do Rio
Menos de 24 horas depois de impor condições para a participação da seleção no Mundial da Inglaterra, de 7 a 10 de outubro, a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) desprezou seus próprios critérios e garantiu ontem a presença da equipe no torneio. No último dia 24, a CBJ divulgou que o Brasil não disputaria a competição por falta de verba. A entidade não tem patrocínio e não recebe verbas governamentais.
Ontem, em ofício enviado à Federação Paulista, a CBJ admitia a participação no campeonato. A entidade também anunciou uma disputa (melhor de cinco) entre Miguel e Figueiredo, às 16 horas, na Escola do Exército, no Rio. Um dos técnicos da seleção Ney Wilson (presidente da Federação de Judô do Rio de Janeiro) pediu demissão ontem. O único técnico para este Mundial será Geraldo Bernardes.
O técnico do meio-pesado Marcelo Figueiredo, Odair Borges, disse que seu atleta não deve disputar nova seletiva e criticou Aurélio Miguel. A seletiva já foi feita. Não posso permitir uma disputa a seis dias de um Mundial. Ele (Figueiredo) poderia até se machucar, afirmou Borges. Segundo o técnico, o fato de Aurélio Miguel alegar contusão para adiar a disputa final por 30 dias, se baseando em um acordo feito entre a CBJ e atletas em 92, é um absurdo.





