Brasil torce contra grandes da Europa
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quinta-feira, 09 de fevereiro de 2006
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Enquanto os torcedores europeus fazem promessas para seus times prosseguirem nas competições, a comissão técnica da seleção brasileira reza por suas eliminações, com o objetivo de ver os jogadores brasileiros mais descansados para a Copa do Mundo da Alemanha. Mas, apesar do desejo, o técnico Carlos Alberto Parreira se mostrou tranquilo com um dos principais aspectos físicos da equipe: a média etária 27 anos.
O supervisor técnico da seleção, Américo Faria, foi quem admitiu a torcida pela saída dos clubes europeus das disputas, como a Liga dos Campeões ou das copas nacionais. O dirigente não quis polemizar, mas ressaltou que a diminuição na carga de jogos a serem realizados pelos atletas os deixará menos desgastados para o Mundial.
''Uma coisa que nos beneficiou na Copa passada foi o fato de alguns jogadores não estarem jogando por seus clubes e ficarem apenas treinando. Eles tiveram um preparo melhor durante o Mundial'', disse Faria. Vale lembrar que o atacante Ronaldo e o meia Rivaldo sofreram contusões e ficaram um longo período inativos antes da competição de 2002.
Para o supervisor técnico da seleção, a eliminação do Barcelona da Copa do Rei é um benefício para o Brasil, já que o meia Ronaldinho Gaúcho, além do volante Edmílson e o lateral-direito Belleti, têm chances de serem convocados para a Alemanha. E, com a saída, voltaram a atuar somente uma vez por semana.
''Não estamos felizes com a eliminação do Barcelona. Mas, cá entre nós e até torcemos para que os europeus não nos ouçam, torcemos que eles saiam mesmo dessas copas e fiquem só com seus campeonatos regionais'', afirmou Faria. ''É melhor porque os atletas se desgastam menos e passam a jogar apenas uma vez por semana''.
Apesar do excesso de partidas dos clubes europeus, onde estão 90% dos atletas do Brasil, e, com isso, a possibilidade de os jogadores chegarem à Copa desgastado aumenta, o técnico da seleção vê na média etária da equipe um trunfo. O treinador frisou que esse dado mostra que o time está equilibrado e em um momento ideal para voltar a ser campeão do mundo.
''Para uma Copa do Mundo, 27 anos é uma média excepcional, está no ponto ideal. Não é muito baixa, nem elevada, o que demonstra que temos equilíbrio'', explicou Parreira. ''Até 30 anos é uma média aceitável. Li que a Argentina, por exemplo, tem 29''.


