A temporada 97 de Fórmula Indy tem 16 equipes e seis pilotos brasileiros confirmados. Cinco estão em grandes equipes: Gil de Ferran, na Walker; Christian Fittipaldi, na Newman-Haas; Maurício Gugelmin (foto), na PacWest; André Ribeiro, na Tasman; e Raul Boesel, na Patrick, todos dispostos a disputar o título. O estreante Guálter Salles correrá pela Davis-Craig, que comprou a estrutura da Hall, e espera brigar pela primeira vitória.
Roberto Moreno poderá ser o sétimo brasileiro se conseguir concretizar as negociações com a Payton-Coyne ou a Comptech. Uma das últimas vagas foi preenchida com a confirmação da parceria entre a Honda e a equipe Green, que contratou o piloto americano Parker Johnstone.
Na corrida para conquistar ienes, a PacWest, equipe do brasileiro Maurício Gugelmin, largou na frente: fechou acordo com o patrocinador mais cobiçado do momento, a Motorola. A multinacional havia rompido com a Comptech porque Parker Johnstone e a Honda deixaram o time. Foi procurada por diversas equipes, como a Davis-Craig e a Forsythe, mas acabou seduzida pela proposta do magnata Bruce McCaw, cuja família patenteou a tecnologia de telefonia celular em diversos Estados americanos. A Motorola patrocinará o carro de Blundell, parceiro de Gugelmin.
Sem seu ex-patrocinador, a Comptech pode até fechar as portas. A equipe negocia com Roberto Moreno, que tem apoio da Data Control, mas só levantou cerca de 50 por cento dos US$ 6 milhões necessários. A opção de Moreno é continuar na Payton-Coyne, com a promessa de realizar mais testes este ano e de ter um esquema mais competitivo.
Outra equipe ameaçada de fechar é a Hogan-Penske. Sem patrocinador, Carl Hogan espera que Émerson Fittipaldi seja liberado pelos médicos para correr, hipótese remota.

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