Brasil terá revanche contra Espanha
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Agência Estado 
Rio - Desta vez, não foi de goleada. Nem foi fácil. O Brasil passou o maior sufoco para conseguir uma vaga na final do Mundial de Futsal. Venceu a Rússia por 4 a 2, no Maracanãzinho, em jogo muito diferente dos 7 a 0 da primeira fase.
No jogo de ontem, o fator decisivo não foi Falcão, mas a trave. A três minutos do final da partida, a seleção verde-amarela vencia por 3 a 2 e deu um contra-ataque aos russos: Khamadiev desperdiçou a oportunidade com um chute na trave. Gabriel aproveitou a decepção dos adversários e marcou o gol decisivo.
Mais uma vez, o Brasil se mostrou nervoso em quadra. Sentiu o peso da obrigação de ir à final em casa e tentar recuperar a hegemonia no futsal, perdida para a Espanha nos últimos oito anos. ''Foi um jogo tenso, digno de uma semifinal'', disse Falcão. ''Nos momentos de dificuldade, a gente não subiu tanto ao ataque com medo de perder a posse de bola. A gente não pode aceitar a tensão do jogo.''
O técnico Paulo César de Oliveira, o PC, identificou o problema. ''O momento hoje (ontem) era outro, era uma semifinal'', explicou o treinador. ''Alguns jogadores viveram este momento no passado e tiveram uma experiência desagradável (derrota para a Espanha na semifinal de 2004). Passa na cabeça deles, infelizmente, também um filme desagradável. E eles estão ali para fazer uma história diferente.''
Polêmica
Mais uma vez a polêmica entrou em quadra no Mundial de Futsal, e novamente a controvérsia estava no mesmo lugar da Itália. Desta vez, para o azar dos italianos. Pela semifinal, a ''Azzurra'' arrancava, na prorrogação, um empate por 2 a 2 dos espanhóis, atuais campeões do mundo e da Europa. O finalista seria decidido nos pênaltis, não fosse um erro do árbitro cubano Antonio Alvarez e de seu auxiliar Elix Peralta, do Panamá.
Eles validaram o terceiro gol da Espanha, marcado contra por Adriano Foglia (que havia colocado o placar em igualdade em 1 a 1 no tempo regulamentar) quando o cronômetro já estava zerado. Resultado: 3 a 2 para a Fúria, adversária do Brasil na decisão de domingo.
Ficou claro na repetição do gol controverso que o cronômetro zerou quando a bola bateu na trave, depois de um primeiro toque de Foglia, que vinha na corrida, se atrapalhou e marcou o gol contra. Enquanto o jogador italiano caía em prantos no fundo da quadra, a confusão se instalava na mesa de cronometragem.
Os árbitros se retiraram para o vestiário sem decidir e a confusão só aumentou. Até que, cerca de 15 minutos depois, o veredicto beneficiou a Espanha. ''Os juízes validaram na hora o gol'', disse Andreas Werz, diretor de comunicação da Fifa. ''Eles têm o poder de decidir. O regulamento é claro: o vídeo não pode ser utilizado para tomar tal decisão.''


