Brasil tenta título inédito
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de junho de 1997
Da redação 
France Presse
Jogar na altitude de La Paz é o grande desafio de Denílson. Edmundo, na foto de baixo, vai entrar na vaga deixada por Romário Deu no que os anfitriões queriam: Bolívia x Brasil acontece hoje, às 18 horas, de Brasília. Desde a primeira rodada que todo boliviano torcia para esta decisão na Copa América. Nem tanto pela Copa de 63, quando a Bolívia foi campeã - a única vez -, justamente derrotando o Brasil por 4 x 3. Mas especialmente pelo fato de, primeiro, ver sua equipe numa final, e ainda ter como adversário a forte Seleção Brasileira, tetracampeã do mundo. Nada mais do que isso já é o suficiente para lotar todo o Estádio Hernando Síles, em La Paz, a altitude de 3.660 metros, acima do nível do mar. Agora, se acontecer uma vitória e o título for conquistado, então todo o País estará em festa, afinal não é todo ano que se conquista um título continental em cima de uma seleção como a do Brasil. Uma das armas com que o técnico Antônio López conta é justamente a altitude da Capital boliviana. Mas todo boliviano sabe que o Brasil, com seu futebol, às vezes de mágica, poder superar a tudo e conquistar seu primeiro título na Copa América, fora de casa.
A partida de fato coloca frente à frente duas equipes que mais procuraram essa condição de finalistas, porque a maioria dos participantes não deram, este ano, muita importância ao maior compeonato do continente. Argentinos, uruguaios, chilenos e colombianos, considerados as maiores forças da América do Sul, não levaram suas principais peças, por diversas razões. Uma delas é a disputa das eliminatórias do Mundial que está em pleno desenvolvimento, reunindo todas essas equipes, exceção a Brasil (já classificado) e México (disputa vaga para a França na Concacaf).
A BolíviaO treinador Antônio López não vai mudar o estilo da equipe jogar. Até porque os 7 x 0 do Brasil sobre o Peru mudou um pouco o semblante de todos na seleção boliviana. Ele vai manter o meio-campo com cinco meias - Cristaldo, Soria, Baldivieso, Castillo e Sánchez - para dar naquele setor o combate evitando com isso o recuo que aconteceu contra o México, nas semifinais. López diz que se um time não consegue segurar a pressão no meio, mais difícil ficará para se ganhar uma partida, dando espaços para o adversário. E o Brasil não é um rival que possa ter espaço para trabalhar a bola, porque isso será fatal, comentou o técnico. Com a utilização de cinco no meio, ele a Bolívia, teoricamente, ficará apenas com 0 astro Etcheverry, que no esquema de Lópes funciona como um pivô no futsal. Só que a criatividade e espaço de Etcheverry são de deixar preocupados os zagueiros adversários. Na sexta-feira López cancelou o treinamento que havia programado, dando um descanço maior para o grupo, visando esta grande decisão.
Com EdmundoA definição do time brasileiro, a exemplo do que aconteceu com o boliviano aconteceu na quinta-feira. Zagalo, sem poder contar com Romário, que sofreu uma contusão na coxa esquerda, confirmou a entrada pura e simples de Edmundo ao lado de Ronaldinho no ataque. De resto, nenhuma mudança, garantindo a formação que mais utilizou desde que o grupo foi reunido para o jogo com a Noruega.
Como jogar, na altitude de 3.660 metros é, talvez, a maior preocupação da comissão técnica. Todos sabem que o time sentirá uma mudança física, mas essa dificuldade também estava programada e os jogadores sabem o que terão pela frente. Denílson, por exemplo, apesar de todas as dicas dos veteranos, não está nenhum pouco preocupado com o que virá. Pra mim será bom, porque a bola corre mais solta...Bolívia
Trucco; Pe¤a, Oscar Sánchez e Sandy; Sergio Castillo, Soria, Ramiro Castillo, Baldivieso e Cristaldo; Erwin Sánchez e Etcheverry. Técnico: Antonio López


