Brasil tenta sediar uma etapa do Mundial de Rali
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terça-feira, 16 de maio de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A sexta etapa do Campeonato Mundial de Rali de Velocidade 2000, disputada no último final de semana em Córdoba, na Argentina, contribuiu para que o tetracampeão consecutivo da categoria, o finlandês Tommi Makinen, e o seu navegador e compatriota Risto Mannisenmaki viessem ao Brasil para divulgar a modalidade. A presença dos dois também serviu para os dirigentes brasileiros reivindicarem que uma etapa da competição.
Campeão em 96, 97, 98 e 99, o piloto da equipe Marlboro Mitsubishi Rally Art é considerado um dos melhores da história. Na Argentina, onde a prova teve um público de cerca de 1,2 milhão de pessoas, Makinen chegou em terceiro, atrás de Richard Burns (Subaru) e Marcus Gronholm (Peugeot), o que dificultou a sua situação no Mundial.
A primeira e única tentativa de se fazer uma etapa do Mundial de Rali no Brasil foi em 82, no Rio de Janeiro, mas problemas na organização (inclusive roubo de peças) descredenciaram o País no exterior e a Argentina acabou sendo escolhida como a sede sul-americana do campeonato.
Agora, numa maneira de apagar as más impressões deixadas, a Mitsubishi do Brasil e a Comissão Nacional de Rali estão demonstrando que é possível realizar a prova no Brasil. O que aconteceu em 82 não foi culpa nossa. Colocaram gente de fora para organizar o evento e houve um atrito no qual essa pessoa foi do País, deixando todo mundo na mão, revela o presidente da Comissão, Anderson Nobre.
Para o presidente da Mitsubishi do Brasil, Eduardo Souza Ramos, é necessário fortalecer a estrutura nacional do rali para que o País volte a ter credibilidade junto à FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Se isso for bem demonstrado, acredito que dentro de dois ou três anos teremos uma prova, garante.
No dia 20 de agosto será realizado em Curitiba o 20º Rali do Brasil válida pelo Campeonato Sul-Americano. Se for bem organizado e contar com o apoio de grandes empresas, a chance de uma etapa do Mundial voltar ao País são enormes, garantem especialistas. Depende da FIA e de sua organização. Antes de tudo é uma decisão política, explica o finlandês Tommi Makinen.


