Brasil tenta reabilitação contra a China
Agência Estado
De Okayama, Japão
O Brasil enfrenta na madrugada de amanhã outra das candidatas a um lugar nas Olimpíadas de Sidney: a China. A partida contra a vice-campeã olímpica será às 2h30 (de Brasília), em Toyama segunda das quatro sedes em que a seleção brasileira vai se apresentar. A TV Globo transmite o jogo ao vivo.
As seleções jogaram duas vezes este ano: na BCV Cup, a China venceu por 3 a 1. Mesmo placar da vitória brasileira no Grand Prix. A China é a mais poderosa das equipes asiáticas. Tem o bloqueio mais alto, o ataque mais potente e defende tão bem quanto Japão e Coréia, analisa Bernardinho.
A exemplo do Brasil, a China também perdeu para Cuba só que por 3 sets a 1. Está em quinto lugar na classificação porque cedeu mais sets: quatro contra três. O técnico disse temer pelas condições físicas de suas jogadoras, pois o time teria que tomar dois vôos até a nova sede. Além das viagens, só poderemos treinar uma vez, comentou. Ele não definiu se escala Ana Moser (com dores no joelho) ou Érika no início da partida.
Derrota A mesma equipe que vencera três dos quatro encontros com Cuba neste ano, sofreu ontem, no quinto e mais importante duelo, um duro revés na Copa do Mundo feminina de vôlei. Foi preciso 1h04 para que as bicampeãs mundiais e olímpicas derrotassem o Brasil por 3 a 0 (29/27, 25/21 e 25/14), em Okayama, Japão.
Principal evento da temporada, a Copa do Mundo qualifica seus três primeiros colocados para os Jogos Olímpicos de Sidney. Singular, o regulamento do torneio prevê a disputa por pontos corridos com as 12 seleções participantes enfrentando-se entre si. Uma das favoritas para as vagas se não para o título, de acordo com o retrospecto recente , a seleção brasileira previa três grandes confrontos: contra Cuba, China, rival de amanhã, e Rússia. Por isso, o peso da derrota de hoje. Antes de perder para as cubanas, somava duas vitórias na Copa (contra Croácia e Peru). A rodada deixou a seleção em quarto lugar. No topo, Cuba e Rússia, invictas. Em terceiro, a Coréia do Sul, que, como o Brasil também perdeu uma partida, mas acumula melhor set average (o primeiro critério de desempate).
O primeiro duelo com as caribenhas ocorreu em junho, na BCV Cup. O Brasil perdeu por 3 a 1. Depois, as vitórias: no Pan de Winnipeg (duas) e no Grand Prix.
Ontem, só no primeiro set a equipe deu mostras de que poderia reeditar o feito. Embora tenha-se mantido sempre à frente, Cuba só abriu diferença de três pontos quase ao final da parcial 24 a 21. O Brasil recuperou os três sets points. E poderia ter fechado Leila desperdiçou um ataque com 26 a 25 para o Brasil. O rival empatou e retomou a dianteira, para fechar num erro brasileiro (29 a 27).
O equilíbrio no set seguinte perdurou somente até o 16º ponto. Com má recepção e cada vez menos eficiência no ataque o Brasil pouco ameaçou: 25 a 21. A ruína viria no set seguinte. Anulada marcou quatro pontos em dois sets , Leila cedeu lugar para Érika, enquanto Elisângela substituiu Ana Moser. Multiplicarem-se os erros. Cuba abriu distância de 11 pontos. Não temos nem do que reclamar. Elas jogaram melhor, disse a atacante Ana Moser.





