Brasil tenta fugir do fiasco contra EUA
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sexta-feira, 20 de junho de 2003
Wagner Vilaron<br>Agência Estado 
Saint-Etienne - Alex treinou ontem entre os titulares e será a aposta do técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, para vencer os Estados Unidos, hoje, às 16 horas (horário de Brasília), no Estádio Gerland, em Lyon. Qualquer resultado diferente da vitória será considerado um fiasco para os brasileiros que, no primeiro jogo na Copa das Confederações, caíram diante de Camarões, por 1 a 0, quinta-feira, no Stade de France, em Saint-Denis.
Portanto, novo tropeço deixaria os brasileiros bem próximos da vexatória eliminação logo primeira fase da competição. Turcos e camaroneses dividem a liderança do Grupo B, com três pontos. Brasil e EUA são lanternas, com zero.
A exemplo do que aconteceu após a derrota na estréia, o treinador brasileiro não conseguia esconder seu descontentamento e, sobretudo, decepção com a produção do time. Vamos estudar mudanças, dizia após o resultado negativo. A entrada de Alex no lugar de Gil, sumido frente os africanos, vai alterar também o posicionamento de Ricardinho. O meia do São Paulo está sendo particularmente orientado por Parreira para jogar mais pelo lado esquerdo, avançado. O cruzeirense, por sua vez, assume o meio-campo, respondendo pela armação das jogadas. É difícil dizer que tal jogo é para você ou não. A gente tem de ter calma para fazer o que tem de ser feito no momento que é chamado, discursou o novo titular.
Parreira parece ter entendido o óbvio. O que faltou ao Brasil no jogo contra Camarões não foi precisão de finalização ou poder de marcação. Trata-se apenas de criatividade na armação, capaz de fugir dos fortes esquemas defensivos que a seleção, invariavelmente, terá de enfrentar, tanto na Copa das Confederações como, sobretudo, nas eliminatórias. O treinador brasileiro só não explicou ainda o motivo pelo qual não tentou a alternativa com Alex já na estréia. Só para lembrar, houve somente duas substituições: Ilan entrou no lugar de Adriano e Adriano Souza substituiu Kleberson. Ambas foram ineficientes.
Diante das circunstâncias, Alex procura disfarçar a ansiedade. Pessoalmente, sabe que poderia ter entrado contra Camarões. Não precisa ser dotado de hiper-sensibilidade para perceber que o meia do Cruzeiro deixou o Stade de France contrariado. Agora, sabe que está em uma encruzilhada. Se resolver o problema e fizer o time fluir, não sai mais da equipe titular. Por outro lado, se a equipe continuar travada, vai ter dificuldade para continuar sendo lembrado nas futuras convocações. Como vai reagir diante de tal responsabilidade, só após a partida contra os Estados Unidos será possível saber.


