Brasil tenta devolver troco à França
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Agência Folha De Seul, Coréia do Sul 
Para devolver à França a derrota na final da Copa do Mundo de 98, que, segundo os jogadores brasileiros, está engasgada em suas gargantas, a Seleção Brasileira terá de fazer algo que não conseguiu nos dois últimos jogos da Copa das Confederações: gols. As TVs Globo e Sportv transmitem o jogo ao vivo, às 8 horas (de Brasília). Em três partidas pela primeira fase do torneio, o Brasil marcou só dois gols, na estréia contra Camarões. Depois empatou em 0 a 0 com o Canadá e com o Japão. Na outra semifinal, hoje, o Japão enfrenta a Austrália.
A escassez de gols, uma marca da Seleção Brasileira na gestão do técnico Emerson Leão, tem incomodado e deixado ansiosos os atacantes da equipe.
Eles sabem que a importância do jogo contra a França aumenta a pressão em torno deles a seleção francesa sofreu apenas dois gols em suas sete partidas na Copa de 98 e foi a melhor defesa do último Mundial , mas também confiam que o final do jejum pode ter efeito inverso.
A responsabilidade está maior, mas tenho na cabeça que, se fizer o gol da vitória, posso entrar para a história, analisa Leandro, que ganhou uma vaga no time após o corte de Ânderson por lesão e esteve apagado no único jogo em que foi titular, contra o Canadá.
Washington, destaque nos dois primeiros jogos do Brasil no Japão contra o clube Verdy Tokyo e a seleção de Camarões , nos quais fez dois gols, não vê a hora de balançar as redes. O pessoal fala da falta de gols, a pressão é grande. Mas se eu pensar nisso, me afobar ou me desesperar, será pior. Na hora certa o gol vai sair, disse Washington.
Tecnicamente, os brasileiros ainda são superiores a todos. A valorização da defesa é um pouco decepcionante para o Brasil, mas é uma tendência mundial, disse o volante francês Vieira.
Mais eficiente do torneio ao lado da japonesa, a zaga da seleção enfrentará hoje o melhor ataque da competição, com nove gols a França goleou a Coréia por 5 a 0 e o México por 4 a 0 e perdeu da Austrália por 1 a 0.
Embora a França tenha marcado nove gols em três jogos, vem atuando na Copa das Confederações com apenas um atacante nato, Anelka. O seu colega de setor, Wiltord, é na verdade um meia ofensivo que arma jogadas mas que também vai ao ataque concluir.


