São Paulo, 10 (AE) - Poucos testes das equipes de F-1 reuniram tantos atrativos quanto os que começam segunda-feira em Jerez de la Frontera, na Espanha, principalmente por tratar-se de um treino com carros, à exceção do modelo da BAR, que nem mais serão utilizados em competição. Eddie Irvine fará sua estréia na Jaguar, ex-Stewart, e Rubens Barrichello confrontará o seu trabalho na Ferrari com o dos demais times. Mais: seis pilotos brasileiros participarão do teste.
Já existe uma referência para as escuderias que segunda iniciam o trabalho na pista espanhola. No ensaio realizado lá semana passada, entre os dias 1 e 3, David Coulthard, da McLaren
estabeleceu na quarta-feira o tempo de 1min23s91, o melhor dos três dias. Participaram também da prática a Jordan, Williams e Prost. Depois de cinco dias de treinos bastante positivos em Fiorano, para conhecer o modelo F399 da Ferrari, por mais que desminta, Rubens Barrichello tentará superar a marca do piloto da McLaren.
"Ser rápido em Fiorano não é tão difícil, já que o carro da Ferrari é bem acertado para a pista", disse Rubinho logo em seguida ao bater o recorde do circuito. "Em Jerez meu desafio será bem maior, já que terei de ajustar o chassi ao traçado primeiro e depois então tentar ser rápido." Como agora está na Ferrari, Rubinho não renega suas responsabilidades. "Não dá mais para ficar em quinto, sexto, tenho é de estar entre os primeiros."
Eddie Irvine, que trocou de lugar com Rubinho, transferindo-se da Ferrari para a Jaguar, novo nome da Stewart, estreiará na escuderia inglesa. É grande a expectativa com relação ao que ele irá produzir com um carro de um time em ascensão na F-1 e não já consagrado, como a Ferrari. O norte-irlandês por pouco não conquista o título mundial este ano. Esse dúvida também é a que Mika Salo irá dirimir. Ele deixou a Ferrari para ser companheiro de Pedro Paulo Diniz na Sauber.
Enquanto Salo faz testes de ambientação no time suíço, Diniz testa o C18B, carro deste ano, mas equipado com motor, câmbio e suspensão do modelo da próxima temporada.
Outra grande atração do teste de Jerez é a BAR, agora com novo organograma. O polêmico e inexperiente Craig Pollock não mais dirige a equipe. O trabalho de pista está a cargo de Adrian Reynard, o responsável pela empresa que construiu o carro e quem assinou o contrato com a Honda, agora fornecedora de motores. Segunda-feira, Ricardo Zonta já acelera o modelo 02 equipado com o V-10 japonês. Foi o primeiro conjunto do ano 2000 a ficar pronto. "O deslocamento de Pollock da área técnica e a chegada dos japoneses, contribuindo não só com o motor, farão nosso time crescer muito", prevê Zonta.
Haverá um vestibular em Jerez. O brasileiro Max Wilson e o argentino Norberto Fontana disputam uma vaga na Minardi, agora de propriedade da Telefonica, empresa espanhola de telecomunicações. O anúncio deve sair em breve. Mas além de Max, Rubinho, Diniz e Zonta dois outros brasileiros estarão em atividade em Jerez, exemplos, como Max, da nova geração de pilotos do País, prestes a competir na F-1: Bruno Junqueira e Luciano Burti, pilotos de teste da Williams e da Jaguar, respectivamente.
No total, o Brasil terá nos quatro dias de testes seis representantes, mais do que qualquer outra nação.

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