Brasil tem melhor resultado no nado e avança no salto
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segunda-feira, 17 de julho de 2017
Agência Estado 

Budapeste - Além da vitória da seleção brasileira masculina de polo aquático na estreia, na qual derrotou o Casaquistão por 6 a 2, o Brasil teve outros motivos para comemorar o seu desempenho nesta segunda-feira (17) no Mundial de Esportes Aquáticos, em Budapeste, na Hungria. Um deles foi o sétimo lugar obtido por Renan Alcântara e Giovana Stephan na final do dueto misto do nado sincronizado, que foi o melhor resultado do País nesta modalidade na história da competição.
Renan Alcântara e Giovana Stephan já haviam feito história como primeiro dueto misto do País a disputar um Mundial no nado sincronizado. Treinando juntos há dois anos, eles agora conquistaram a sétima posição com o tema "Balé da Bela Adormecida".
Este resultado foi o melhor resultado do Brasil já obtido entre todas as categorias do nado sincronizado em Mundiais e superou o oitavo lugar que uma equipe combo do País conquistou em 2009, na Itália.
O dueto brasileiro arrancou aplausos das arquibancadas com sua apresentação e atingiu a pontuação final de 79.0853, superando os 77.1826 contabilizados nas eliminatórias da prova. "A gente gostou muito, nosso objetivo nessa final era melhorar a nota e chegar mais perto dos 80, então estamos satisfeitos com o resultado. O tema é forte e todos conhecem e vibram com a música ("Overture, Pas de deux, Waltz of flower"), por isso escolhemos. Hoje entramos confiantes, mas mais tranquilo. Treinamos bastante e estávamos bem antes da prova. Uma borboleta parou na Giovana antes de entrarmos, estava tudo conspirando para dar certo e deu", comemorou Renan Alcântara.
FINAL INÉDITA
Outro feito a comemorar nesta segunda-feira pelo Brasil foi o fato de que Luana Lira e Tammy Galera conquistaram pela primeira vez para o País uma vaga em uma final de duplas dos saltos ornamentais de um Mundial. O feito obtido ocorreu no trampolim de 3 metros sincronizado, antes de na decisão terminarem em 12.º lugar.
O feito comprovou o bom momento do dueto brasileiro, que está competindo junto há apenas três semanas e neste período também obteve um bronze na etapa de Bolzano, na Itália, do Grand Prix da Fina (Federação Internacional de Natação).
"Valeu muito a experiência e foi incrível. Infelizmente a falta de treino pesou na final. Os saltos em geral foram bons, mas pecamos na sincronização. Pela manhã conseguimos manter mais o sincronismo. A gente tenta adaptar a saída uma da outra, mas ainda não conseguimos ter fluência, por exemplo, na saída. Não conseguimos pular para a ponta sem ter que olhar uma pra outra. Temos que pular para a ponta com mais calma, estender mais o braço, alongar mais... a falta de tempo para acertar esses detalhes pesou agora", analisou Tammy Galera.


