Brasil tem jogo-chave contra o México
Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
A goleada sobre a Venezuela foi ótima para elevar a auto-estima dos jogadores, mas a verdadeira estréia da Seleção Brasileira na Copa América acontece hoje, na partida contra o México, às 16h05 (horário de Brasília), em Ciudad del Este, no Paraguai. Trata-se de um jogo-chave para as duas equipes, que lideram o Grupo B: uma vitória praticamente garante a classificação em primeiro lugar. Na última rodada, dia 6, o Brasil enfrenta o Chile; o México, a Venezuela.
Comissão técnica e jogadores brasileiros sabem que não encontrarão na partida de hoje as mesmas facilidades que tiveram no jogo com a Venezuela (7 a 0). Os jogadores mexicanos são bem mais experientes e já participaram de uma Copa América e da Copa da França. Não podemos nos descuidar, avisa o técnico Wanderley Luxemburgo.
O treinador confirmou para esta partida o mesmo grupo de jogadores que iniciou o primeiro jogo. Ele não pretende sair do esquema tático que começa a implantar na seleção e por isso optou pela permanência de Alex e Rivaldo, mesmo reconhecendo que os dois não renderam bem contra os venezuelanos.
Tanto eu quanto o Rivaldo não tivemos espaço com aquela marcação maluca dos venezuelanos, mas contra o México as coisas deverão ser diferentes, disse ontem Alex, admitindo que não pôde mostrar um melhor futebol na quarta-feira passada. Para o jogo de hoje, no entanto, o meia do Palmeiras espera encontrar mais espaço para se juntar a Amoroso e Ronaldo.
Ele vem jogando de uma forma semelhante à que atua no Palmeiras - pela direita e mais avançado. Como tem um bom passe, espera-se que ele seja um alimentador da dupla Amoroso e Ronaldo.
Os artilheiros, juntos, já marcaram quatro gols nesta Copa América. A preocupação dos adversários com os atacantes pode fazer com que os meias também funcionem como elementos-surpresa. O mesmo pode acontecer com os laterais, porém com mais moderação do que ocorreu no jogo com a Venezuela. Luxemburgo e os jogadores não cansam de repetir: Os laterais podem auxiliar o ataque, mas não são atacantes.
A preocupação do treinador nos trabalhos de ontem pela manhã, no Estádio ABC, em Foz do Iguaçu, foi arrumar o posicionamento defensivo da equipe (veja matéria na página seis).
Ronaldo continua avisando que um dos objetivos dele este ano é recuperar a credibilidade internacional abalada com as seguidas contusões desde antes da Copa da França. Quero voltar a ser o número um do mundo, e a conquista da Copa América é o primeiro passo, diz ele.





