São Paulo, 24 (AE) - A torcida brasileira tem neste domingo novamente chances de comemorar uma vitória no GP do Brasil, o que não ocorre desde 1993, quando Ayrton Senna, com McLaren, levou ao delírio os cerca de 40 mil espectadores de Interlagos. Rubens Barrichello é um dos quatro pilotos com maiores possibilidades de vencer, já que ele pilota para a Ferrari. Hoje, na Fórmula 1, Michael Schumacher e Rubinho, ou Mika Hakkinen e David Coulthard, da McLaren, só não chegam em primeiro se os seus equipamentos quebrarem, tal a superioridade sobre as demais equipes. A prova terá 71 voltas, com largada às 14 horas, e a Rede Globo transmite ao vivo.
Não será fácil, porém, para Rubinho atender à enorme expectativa que se criou no País desde a sua transferência para a Ferrari. Schumacher e Hakkinen, notadamente, são adversários duros e experientes em lutar pelo primeiro lugar nas corridas, o que ainda não é o seu caso. Além disso, ao menos pelo que os treinos mostraram, o modelo MP4/15 da McLaren, equipado com motor Mercedes, parece ser um pouco mais veloz que a Ferrari F1-2000 nos 4.309 metros do circuito de São Paulo, ao menos em condição de corrida.
Nada menos do que 62 mil pessoas acompanharão uma disputa que pode ser emocionante. A exemplo do que ocorreu em Melbourne, na abertura do Mundial, haverá mais um confronto neste domingo entre a maior resistência da Ferrari contra a possível maior velocidade da McLaren. Na Austrália, Hakkinen e Coulthard largaram na frente e mantiveram-se na primeira e segunda colocações até o motor de seus carros quebrar. As duas Ferrari completaram as 59 voltas da prova de Melbourne e venceram.
Esse mesmo panorama pode repetir-se neste domingo em Interlagos, com uma pequena diferença. Há dúvidas se Schumacher e Rubinho conseguirão manter o ritmo da dupla da McLaren caso ela contorne o S do Senna em primeiro, depois da largada. Como Rubinho perdeu o quarto lugar para Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, quando a corrida começou, as possibilidades dele na competição crescerão significativamente se neste domingo, ele também deixar algum adversário para trás ainda na largada. Apesar de o circuito ter dois pontos de ultrapassagem claros - as freadas do S do Senna e do fim da Reta Oposta -, essas manobras na F-1 tornaram-se quase impossíveis.
Não será apenas Rubinho que terá o incrível apoio de uma torcida carente de ídolos na F-1. Na sua tentativa de chegar entre os seis primeiros colocados - as colocações que contam pontos na F-1-, Pedro Paulo Diniz, da Sauber, e Ricardo Zonta, BAR, sentirão na pele o quanto os brasileiros desejam ver o País fazer sucesso novamente no Mundial de Pilotos.
Interlagos de verde, amarelo e agora vermelho, torce pelo Brasil como não acontecia desde 1994, a última corrida disputada no País por Ayrton Senna.

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