São Paulo, 1 (AE) - A participação brasileira no Rali Paris-Dacar-Cairo será a maior de sua história. Dos 414 competidores inscritos, 11 são brasileiros. "É importante saber que teremos mais gente no rali porque você pode ser o melhor piloto do mundo, mas no Paris-Dacar sempre você vai precisar de alguma ajuda", diz o piloto Klever Kolberg.
Os brasileiros estão distribuídos em três equipes. A BR/Lubrax é a única a participar das três categorias. Nas motos, o pilotos Joaquim Gouveia (Juca Bala) será o representante brasileiro. André Azevedo participa da categoria Caminhões, com o checo Tomas Tomecek, e Klever Kolberg, em dupla com o navegador francês Pascal Larroque, compete na categoria Carros Maratona, que restringe a troca de peças do veículo.
A equipe Hollywood Troller, estreante no rali, terá pilotos apenas na categoria Carros T3, que permite a troca de peças. A dupla principal será formada por Cacá Clauset e Amyr Klink como navegador. Reinaldo Varela e Alberto Fadigatti, Roberto Macedo e Marcos Ermírio de Moraes, Arnoldo Júnior e Galdino Gabriel formam as outras três duplas. Arilo de Alencar também está inscrito na categoria carros.
Ajuda - "Pode até ser que a gente não venha a precisar de ajuda, mas é psicologicamente positivo saber que você terá mais pessoas para conversar, trocar idéias", afirma Klever. Segundo ele, a política da boa vizinhança impera no Paris-Dacar, mas o auxílio entre competidores do mesmo país prevalece. A ajuda, segundo ele, não ocorre somente durante a prova, em caso de acidentes ou quebras. "Pode ser em pequenas coisas, como ficar na fila do jantar, que muitas vezes têm cerca de 200 pessoas."