São Paulo, 1 (AE) - Quatro seleções disputam de sexta-feira a domingo, no Ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, São Paulo, a única vaga olímpica disponível para o continente Sul-Americano no torneio de vôlei da última Olimpíada do milênio, de 15 de setembro a 1.º de outubro. O Brasil nunca ficou fora de nenhuma das nove edições olímpicas desde que a modalidade passou a integrar a programação dos Jogos, em Tóquio, em 1964. O País conquistou duas medalhas: a prata, em Los Angeles, em 1984, e o ouro, em Barcelona, em 1992. Teoricamente
no masculino, Venezuela e Colômbia não são adversários com condições técnicas de dificultar a vida dos brasileiros e esse deve ser um Pré-Olímpico de um jogo só: a decisão da vaga, entre Brasil e Argentina.
A seleção feminina não terá de participar do Pré-Olímpico continental. O time do técnico Bernardo Resende conseguiu a vaga olímpica, em novembro, na Copa do Mundo do Japão, o torneio de despedida da atacante Ana Moser. As meninas do Brasil asseguraram a vaga ao ficar com a medalha de bronze. Cuba ganhou a medalha de ouro em uma final com a Rússia, também classificada para Sydney.
A seleção brasileira masculina, no entanto, voltou do Japão sem a vaga. O time de Radamés Lattari ficou com a quinta colocação na Copa do Mundo, que classificou as seleções da Rússia, Cuba e Itália, as três primeiras colocadas na competição. O Brasil ainda terminou o torneio do Japão atrás dos Estados Unidos, seleção que surpreendeu ao obter a quarta colocação.
A seleção norte-americana terá de buscar vaga no Pré-Olímpico da Norceca (que reúne seleções das Américas do Norte, Central e Caribe), a partir deste domingo e até o dia 5, em Winnipeg, no Canadá. O Pré-Olímpico da Europa será em Katowice, na Polônia, de segunda-feira até o dia 9. O torneio asiático, disputado esta semana, classificou a Coréia do Sul. O último Pré-Olímpico continental será o da áfrica, de 20 a 30. Depois disso, o vôlei ainda completa os 12 times que disputam a Olimpíada em três repescagens, marcadas para julho, em Portugal, Grécia e França.
Rivais - Os argentinos, do levantador Weber e do atacante Milinkovic, ficaram em 9.º lugar na Copa do Mundo do Japão e, teoricamente, não deveriam significar uma séria ameaça para os brasileiros no Pré-Olímpico, embora sejam os adversários principais. A seleção não perde para a Argentina desde a fase classificatória dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. O técnico Radamés Lattari assumiu o comando do time depois disso, em 1997, e nunca perdeu para a Argentina em 17 partidas.
Mesmo assim, Radamés prefere cautela. "É claro que o Brasil é o favorito, mas tem de confirmar isso em quadra", disse o treinador. "O Brasil tem de conseguir sua classificação agora."
A Colômbia, embora tenha um time jovem e inexperiente, surpreendeu nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, ao vencer Estados Unidos e Canadá. A Venezuela tem uma equipe composta por jogadores juvenis e infanto-juvenis que foram às finais dos mundiais de suas categorias.
A Argentina, embora seja "freguesa" do Brasil, tem um bom nível técnico, deseja muito a vitória e é a adversária mais perigosa. O capitão Carlão, do Brasil, acentua que será preciso jogar com muita seriedade. E ressalta que sempre que encontra o levantador Weber, bicampeão brasileiro com a Ulbra, ouve do rival "que os argentinos estão doidos para ganhar pelo menos uma".

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