Brasil surpreende e vence Grand Prix
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domingo, 13 de setembro de 1998
Agência Estado 
As meninas do vôlei conquistaram o título de campeãs do Grand Prix Mundial, na madrugada deste domingo, em Hong Kong, na China, mostrando superioridade na vitória contra a Rússia por 3 sets a 0 (15/11, 15/13 e 15/9). As jogadoras abraçaram-se e choraram de alegria ao final do jogo que deu ao vôlei brasileiro o terceiro título em seis edições.
A Copa Guangdong, erguida pela capitã Ana Flávia (que não jogou porque se recupera de contusão) no pódio, veio acompanhada do prêmio de US$ 300 mil pelo título. O resultado mostrou que o Brasil tem força para brigar por uma medalha no Mundial do Japão, em novembro. A atacante Leila foi eleita, pela segunda vez (repetindo 1996), a melhor jogadora da competição. A seleção de Cuba ficou com a medalha de bronze ao vencer a China por 3 sets a 2.
O que dá ao grupo condições de ser o melhor é o trabalho, a consciência de que sem muito esforço não se chega a lugar nenhum, afirmou o técnico Bernardo Rezende. Ele se referia ao fato de o Brasil ter viajado com apenas 12 dias de treinos e ter iniciado mal a competição, com três derrotas seguidas. Em quase um mês de treinos e jogos, na Ásia, a seleção evoluiu, chegando à final em condições de obter o título. Trabalhamos duro para dar a reviravolta; essa é a essência da história.
Contra as russas, Bernardinho escalou Fofão, Leila, Ana Paula, Karin, Virna e Raquel, mais Sandra como líbero. Do time titular que ganhou a medalha de bronze em Atlanta, em 1996, o Brasil só tinha Ana Paula.
O Brasil abriu 6/0 no primeiro set e fechou a parcial com facilidade. No segundo, as russas chegaram a abrir 7/3 no marcador, mas o Brasil empatou em 7/7 com um saque da novata Raquel e teve calma para brigar, em um set equilibrado, até a vitória. No terceiro, as russas fizeram 5/2, mas o Brasil empatou em 5/5 e passou a mandar no jogo. Raquel sacou muito bem, facilitando o ataque brasileiro. Leila fez o 15º ponto em um bloqueio.
No geral, o Brasil mostrou grande evolução na defesa e bloqueio. Apesar da ausência de jogadoras como Ana Flávia e Hilma, que se recuperam de contusões, além de Fernanda Venturini e Ana Moser, que não foram para a China, a equipe de Bernardinho tem outros talentos. Foi a vitória de um time mudado, mas que também conta com jogadoras experientes e que estavam decididas a melhorar a cada dia, avaliou o treinador.


