Brasil soma maior número de participações
São Paulo - Falar em Copa das Confederações é associar o nome do Brasil a ela. A competição, surgida em 1992 com o nome de King Fahd Cup, ou Copa do Rei, na Arábia Saudita, tem como membro cativo o futebol brasileiro, presente em seis de suas oito edições - já levando-se em conta a que terá o pontapé inicial hoje.
E os brasileiros já protagonizaram de tudo no torneio, que passou a ser encarado como o grande teste para a Copa do Mundo - desde 2005, na Alemanha, ficou determinado que a Copa das Confederações seria realizada no país anfitrião do próximo Mundial.
A maior lembrança dos brasileiros, claro, refere-se à última edição, em 2005. Diante dos arquirrivais, os argentinos, vitória contundente: goleada por 4 a 1, com dois gols de Adriano, artilheiro e herói da decisão. O atacante foi eleito o Bola de Ouro daquele ano, passando a falsa impressão de que, em 2006, voltaria a brilhar em solo alemão. O time de Carlos Alberto Parreira, contudo, naufragou diante de tanto otimismo e pouca seriedade nos trabalhos.
O Brasil ainda brilhou na Copa das Confederações de 1997, sob o comando de Zagallo. Com um elenco cheio de craques, como Rivaldo, Romário, Ronaldo, Roberto Carlos, Cafu, Bebeto e Denilson, entre outros, arrasou a Austrália na decisão, com impiedosos 6 a 0 para alegria dos árabes, que promoveram o torneio pela terceira e última vez.
Dali em diante, o evento - que reúne o campeão de cada confederação, mais o campeão mundial e o anfitrião - virou itinerante. E, logo no primeiro que foi disputado longe da Arábia Saudita, começou a série de insucessos do esquadrão brasileiro. No México, com Ronaldinho Gaúcho no auge, jogando o fino da bola, uma final eletrizante, mas com resultado nada animador: 4 a 3 para os donos da casa.
Dois anos mais tarde, o maior vexame brasileiro. Sob a batuta de Emerson Leão, a seleção foi para a Ásia, nos campos da Coreia do Sul e do Japão, só a passeio, já que o bom futebol não foi levado na mala. Mesmo com jogos burocráticos e poucos gols - foram apenas três, todos na primeira fase -, a seleção perdeu nas semifinais e, pior, conseguiu deixar escapar o terceiro lugar ao cair diante da Austrália, por 1 a 0.
Antes, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, havia garantido que o treinador não deixaria a seleção mesmo com fracasso no torneio. Mas mudou o discurso e demitiu Leão em pleno aeroporto, no Japão. Abriu, com isso, caminho para Luiz Felipe Scolari assumir a seleção e, um ano depois, conquistar o penta mundial na Alemanha. (A.E.)





