Concepción - A seleção brasileirasub-23 tinha a pretensão de obter a terceira goleada no Pré-Olímpico no duelo com o Uruguai, ontem, em Concepción, no Chile. O time dirigido por Ricardo Gomes só conseguiu um empate em 1 a 1.
Pela primeira vez no torneio, o Brasil topou com adversário de melhor qualidade ao contrário do que havia ocorrido com os frágeis Venezuela e Paraguai e conformou-se com resultado igual. Mesmo assim, passou à liderança isolada do Grupo A, agora com 7 pontos, e torce para que o Chile (6) não passe pelo Paraguai no confronto de amanhã à noite. Os garotos do Brasil folgam e só voltam a campo na quinta-feira, quando decidem a vaga para a próxima fase contra os chilenos.
O pequeno público pouco mais de 300 fanáticos por futebol que foi ao Estádio Municipal de Concepción acompanhou a apresentação menos inspirada dos brasileiros em três rodadas da competição. A formação era praticamente a mesma dos 3 a 0 diante dos paraguaios, com exceção de Elano, afastado por contusão e sem previsão de volta. O futebol é que foi diferente e para pior. A equipe sentiu os efeitos do desgaste, enroscou-se na marcação eficiente dos rivais e suou para garantir o empate, que lhe garantiu a ponta na chave e a invencibilidade.
O meio-campo teve pouca mobilidade e escassa ousadia. A defesa ficou exposta, em alguns lances, e os atacantes quase não apareceram (só Robinho incomodou, em dois chutes). Por isso, o Brasil levou susto quase no fim do primeiro tempo, quando os uruguaios armaram contra-ataque rápido e chegaram à vantagem. Os laterais Maicon e Maxwell acabaram subindo ao ataque ao mesmo tempo, juntamente com o zagueiro Alex. A bola foi levantada para a área, Estoyanoff ganhou a dividida aérea com Paulo Almeida e ajeitou de cabeça para Vigneri, que ganhou na velocidade de Edu Dracena e completou para o gol.
A reação veio quatro minutos mais tarde, com o empate em cabeçada de Robinho, após cruzamento de Miacon pela direita. O Uruguai só não passou à frente, em cima da hora, porque Gomes fez defesa difícil ele que já havia evitado um gol, ainda no 0 a 0.
O segundo tempo foi arrastado e o Brasil não mudou a forma de jogar embora o treinador tenha colocado Marcel no lugar de Dagoberto para tornar o ataque mais ágil. Os lances de emoção limitaram-se a chute de Rochemback que bateu no travessão, a tentativa de Diego que foi para fora e a cabeçada de Marcel aos 45 minutos. O Uruguai se limitou a deixar o tempo passar, porque estava satisfeito com o empate. Com 1 ponto, a Celeste Olímpica ainda brigará pelo terceiro lugar.

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