Brasil sem força máxima é rotina na Copa América
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terça-feira, 15 de maio de 2007
Sílvio Barsetti<br>Agência Estado 
Rio - O risco de perder Kaká e outros craques para a Copa América não será exclusividade de Dunga, já que nas duas últimas edições da competição o Brasil não foi representado por seus melhores jogadores - e com resultados bem opostos.
Em 2001, na Colômbia, a seleção sofreu uma derrota histórica para Honduras (2 a 0) e acabou eliminado nas quartas-de-final. O resultado deixou Luiz Felipe Scolari em situação delicada no comando da equipe. Ele teve a seu favor, como tentativa de justificar o revés, o pedido de dispensa de vários titulares da seleção, como Rivaldo, por exemplo. Mauro Silva também abriu mão, com medo da violência no país vizinho.
Na Copa América de 2004, o Brasil jogou a primeira fase na altitude de Arequipa, no Peru, e o técnico Carlos Alberto Parreira foi complacente com os atletas de renome: acolheu o desejo de cada um deles de descansar, e resolveu levar um time B para a disputa, sem Dida, Cafu, Roberto Carlos, Kaká e os dois Ronaldos.
A seleção venceu a competição em decisão emocionante com a Argentina. Adriano empatou o jogo (2 a 2) a poucos segundos do fim, quando até os reservas do rival já comemoravam a vitória. A disputa do título foi para os pênaltis: a seleção de Parreira converteu as quatro cobranças e a Argentina perdeu duas. Numa delas, o goleiro Júlio César defendeu chute de D'Alessandro.
A conquista acabou consolidando os nomes de Júlio César e do atacante Adriano como referências para o time.


