Belém - O Brasil vai encerrar hoje a participação nas Eliminatórias do Mundial nos braços do povo. O Mangueirão estará lotado para o jogo com a Venezuela, às 21h30. Quarenta e seis mil pessoas já compraram ingresso e não há mais nenhum à venda nas bilheterias do estádio somente nas mãos de cambistas. A expectativa de Ronaldo, Kaká e companhia é de goleada. Embora o técnico Carlos Alberto Parreira não fale a respeito, o time escalado é o mesmo que ele imagina para a estréia do Brasil na Copa da Alemanha.
A Venezuela já está eliminada da competição. E a seleção pentacampeã mundial ainda tem chances de acabar as eliminatórias na liderança basta vencer em Belém e torcer por uma derrota da Argentina contra o Uruguai.
A única preocupação de Parreira é quanto a uma eventual suspensão por cartão vermelho. Se alguém for expulso esta noite, ficará fora do primeiro jogo do Brasil no Mundial. O mesmo não vale para quem receber cartão amarelo. ''Não há motivo para isso. É só manter a tranquilidade.''
Parreira deixou clara a sua preferência por armar o time com dois volantes, dois meias ''de lado'', como ele classifica Kaká e Ronaldinho Gaúcho, e dois pontas-de-lança hoje Ronaldo e Adriano.
O técnico ficou surpreso com o público no rápido treino coletivo de ontem de acordo com a Polícia Militar, cerca de 65 mil pessoas.
Num balanço sobre as eliminatórias, o técnico disse ser contrário ao atual sistema, com 18 jogos disputados ao longo de três anos. Mas destacou alguns aspectos positivos do torneio. Um deles, o principal, o de poder preparar um time ''num ambiente competitivo''.
Com a dica de que Robinho seria o 12º jogador da seleção, como dissera na semana passada em Teresópolis, Parreira já manifestara a intenção de não mexer por enquanto na formação do quarteto mágico. Então, Ronaldo, Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Kaká continuam titulares do time.
Os dois volantes preferidos e escolhidos pelo treinador são Emerson e Zé Roberto. Nas laterais, Cafu e Roberto Carlos continuam soberanos. Parreira nunca escondeu que Dida é seu goleiro predileto. Essa posição, para ele, é como um cargo de confiança. E na zaga, embora Roque Júnior tenha muito prestígio na seleção, a dupla do Mundial, hoje, seria Juan e Lúcio.

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