Londres - Com uma ótima campanha e uma invencibilidade de 21 partidas - a última derrota foi em 14 de dezembro de 2011 -, a seleção brasileira feminina de handebol garantiu ontem a sua classificação antecipada para as quartas de final dos Jogos Olímpicos. Diante de uma animada torcida local, a equipe do técnico dinamarquês Morten Soubak fez 30 a 17 na Grã-Bretanha e agora disputará as duas últimas partidas na primeira fase para ver em que lugar ficará no grupo. De qualquer forma, o treinador não se apega aos números. ''O que vale é agora. O que a gente fez até aqui não vai mudar nada e o importante é vencer aqui, em competição oficial'', disse.
O retrospecto do Brasil é muito bom ainda mais diante de poderosos e tradicionais times. Nesse período, venceu Coreia do Sul, Cuba, Suécia, Alemanha, Holanda e até a Rússia, com quem disputará uma posição na chave nesta sexta, às 12h15 (de Brasília). Entre os 21 jogos sem perder estão 19 vitórias e apenas dois empates, justamente contra a Noruega, atual campeã mundial.
A boa fase do handebol feminino tem chamado, inclusive, a atenção de importantes dirigentes. Na primeira partida na Olimpíada, Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, compareceu ao ginásio para assistir à partida. Nesta quarta, quem também quis ver as meninas de perto foi Bernard Rajzman, que é chefe de missão do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em Londres. Para Manoel Luiz Oliveira, presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), o esporte está em seu grande momento. ''Esse é o coroamento de um trabalho e temos a ilusão da medalha'', avisou.

mockup