Manila, 18 (AE) - O Brasil quer garantir presença nas semifinais do Grand Prix Feminino de Vôlei com uma vitória sobre a Itália, sexta-feira, na estréia na segunda fase da competição. O jogo será às 8h25 de Brasília, com transmissão ao vivo da Rede Globo. A concentração da equipe para a partida é total. "É Itália o dia inteiro", diz a atacante Virna. "A gente acorda, treina e dorme pensando no jogo."
A jogadora afirma que o time tem estudado as adversárias. "Assistimos a vários vídeos delas, principalmente o da partida que fizemos na primeira fase", completa. O time italiano, segundo Virna, tem evoluído ao longo da competição e adquiriu confiança após boas apresentações no campeonato. O Brasil é líder invicto da competição, perdeu apenas um set, enquanto as italianas estão em terceiro lugar.
"A Itália tem jogadoras altas e o bloqueio é o forte do grupo", observaVirna. "Elas também são taticamente evoluídas e estudam bem as jogadoras que vão enfrentar - para qual lado elas costumam bater e coisas assim." Para a atacante brasileira, a ponta Francesca Piccinini, que disputou a última Superliga no Brasil, é a principal jogadora adversária.
Bernardinho tem o time titular praticamente definido. Além de Virna, vai escalar a levantadora Fofão, mais Leila, Ana Moser e Janina, com Ricarda de líbero. Karin, que hoje não treinou por causa de dores nas costas, é a única dúvida do técnico para o jogo. Se não puder atuar, Walewska será a substituta. "Ela é uma central com condições de passar, o que é muito bom."
Segundo Bernardinho, a opção de escalar Leila no lugar de Elisângela, que foi titular nos Jogos Pan-Americanos, é natural. "A Leila ficou três meses parada por causa de um problema no ombro e foi natural não começar bem em Winnipeg", comentou. "Mas em Macau ela mostrou que cresceu e está se recuperando."
Experiências - O técnico afirma que está fazendo do Grand Prix um laboratório para o Sul-Americano e a Copa do Mundo. Bernardinho lembra que o trabalho antecipado é necessário porque o intervalo entre as duas competições é de apenas 40 dias. O técnico admite que pode poupar apenas Ana Moser no torneio continental. A atacante recupera-se de um problema no joelho que a impediu de jogar por cinco meses.
A seleção precisa chegar à decisão do título sul-americano para garantir vaga na Copa do Mundo, que será em novembro, no Japão. O torneio é o mais importante da temporada porque as três seleções com melhor desempenho estarão classificadas para a Olimpíada de Sydney.

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