São Paulo - A seleção feminina de vôlei voltou a derrotar a China ontem pelo Grand Prix, por 3 sets a 1 (25/18, 25/16, 21/25 e 25/18). Foi a quarta vitória seguida das brasileiras sobre candidatas ao ouro olímpico. A seqüência de atuações brilhantes espantou até as próprias jogadoras e deixa o time com chances de conquistar o heptacampeonato do torneio amanhã. A equipe que sofreu com a pecha de ‘‘amarelar’’ em momentos decisivos deu mostras de saber como controlar o nervosismo e a ansiedade.
  Campeãs ou não, as brasileiras deixam o torneio como candidatas mais fortes ao ouro do que na estréia no GP. ‘‘Desde a última partida da fase classificatória, com a China, estamos conseguindo manter uma alta concentração. É um crescimento da seleção e que antes não acontecia’’, avaliou a meio-de-rede Walewska, bronze em Sydney-2000.
  Na última edição dos Jogos, em Atenas, as brasileiras desperdiçaram a chance de ir à final após estarem a um ponto de fechar o jogo contra a Rússia. No Mundial-2006, perderam a medalha de ouro em situação semelhante. Zé Roberto e as jogadoras não avaliam que o time tenha ‘‘amarelado’’. Apontam erros na atuação, mas não os creditam a problemas de controle psicológico. A equipe, porém, conta agora com o trabalho da psicóloga Sâmia Hallage. Antes, o treinador tinha esse tipo de auxílio, mas não tão inserido no dia-a-dia da seleção.
  A equipe enfrentaria Cuba ontem à noite. Mesmo com derrota, ainda teria chance de obter a taça diante do Japão, amanhã, às 6 horas, em Yokohama (Japão).

mockup