Brasil procura auto-estima contra o Peru
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sábado, 14 de julho de 2001
Da Redação e agências De Londrina e Cáli 
Temendo um novo e terrível fiasco, o técnico Luiz Felipe Scolari promete mudanças radicais na escalação da Seleção Brasileira que hoje enfrenta o Peru, pelo Grupo B da Copa América. Tudo para recuperar a auto-estima da equipe após a derrota para o México (1 a 0), na quinta-feira, cujo ao mau futebol irritou Scolari e o torcedor brasileiro. Caso não vença hoje, o até então favorito Brasil pode dar adeus à já esvaziada Copa América, o que seria uma catástrofe para a competição. A partida começa às 18 horas e terá transmissão ao vivo da TVs Globo e Band. Na preliminar, às 16 horas, o líder México pega o Paraguai, que empatou na estréia com o Peru (3 a 3).
Embora procure demonstrar tranquilidade, o técnico Luiz Felipe Scolari está começando a ficar desesperado. Ainda corre atrás de uma solução para os inúmeros problemas. Como fazer o Brasil vencer? Usar o tradicional esquema 4-4-2, o 3-5-2, dar balão para a área e esperar a bola entrar ou reconhecer que o time tetracampeão do mundo não é mais o melhor?
Como vem se tornando rotina, a solução, mais uma vez, será fazer mudanças. E elas deverão ser radicais. Desta vez, no entanto, precisam dar resultado. O Brasil completou contra o México o quarto revés consecutivo
o segundo de Scolari , que antes havia sido superado pelas seleções do Uruguai, da Austrália e da França (os dois últimos pela Copa das Confederações). Há 70 anos, desde 1921, que a seleção não tem uma série tão grande de derrotas seguidas. O técnico disse não estar preocupado com a pressão após a derrota na estréia. Estou cagando e andando para pressão, afirmou.
As alterações para o jogo com o Peru vão desde a defesa até o ataque. O lateral-direito Belletti, que chegou nesta sexta-feira a Cali, tem boas chances de entrar no lugar de Alessandro. O lateral-esquerdo Júnior, ex-Palmeiras, deve ganhar uma vaga no time. Roger pode ser deslocado para a zaga e, nesse caso, o Brasil atuaria com o esquema 3-5-2. O volante Fábio Rochemback está com a corda no pescoço. Foi muito mal diante do México. E, no ataque, as possibilidades de Denílson iniciar a partida são grandes.
O meia Juninho Paulista liderou na sexta-feira uma reunião para lavar roupa suja. Conversamos que não adianta só correr, temos de estar conscientes de que já ultrapassamos o limite das derrotas, disse o jogador.


