Johannesburgo - Humildade. Essa é a pakavra-chave, segundo os brasileiros, para que a seleção nacional supere os Estados Unidos e fique com o título da Copa das Confederações. O Brasil é o único dos favoritos que resistiu às zebras no torneio e hoje não quer quebrar a escrita diante dos americanos, às 15h30, no Ellis Park, em Johannesburgo.
Os comandados do técnico Dunga usaram o exemplo da Espanha - derrotada pelos Estados Unidos na semifinal -, para demonstrar que só o favoritismo não vence jogo. ''Entramos (contra a África do Sul) com humildade, sabendo que seria um jogo difícil. Sabemos que temos um time muito forte, mas temos que mostrar esforço para vencer'', afirmou o volante Felipe.
O triunfo sobre os sul-africanos foi assegurado apenas no fim do segundo tempo. Aos 42 minutos, Daniel Alves cobrou falta com perfeição e deu a vantagem ao Brasil. Até então, a equipe de Dunga havia ameaçado poucas vezes e viu os africanos pressionarem muito.
''Estar na final novamente das Confederações depois de uma partida tão difícil é muito importante para o nosso time. Todo o campeonato foi importante porque fizemos alguns jogos difíceis e precisamos atuar no nosso 100% todo o tempo'', analisou Gilberto Silva.
Para o meia Kaká, a classificação dos norte-americanos foi justa. Derrotada pelo Brasil na primeira fase por 3 a 0, a equipe da América do Norte obteve sua vaga na semifinal ao vencer o Egito e se beneficiar pela vitória brasileira sobre a Itália, eliminada precocemente. Depois, protagonizou a maior surpresa da competição ao bater os espanhóis. ''A Espanha não aproveitou sua oportunidade, e Brasil e Estados Unidos fazem a final merecida'', resumiu Kaká.
Grande surpresa da Copa das Confederações, principalmente depois de perder as duas primeiras partidas no torneio, a seleção dos Estados Unidos chega à decisão contra o Brasil com a confiança totalmente renovada, que estimula discurso de igualdade em relação aos favoritos da competição.
Os norte-americanos declararam que têm condições de derrotar as estrelas brasileiras, a despeito da derrota por 3 a 0 e má atuação diante do time verde e amarelo na primeira fase.
A receita americana será o exemplo de marcação que a África do Sul deixou na semifinal contra o Brasil e a ousadia, item que, segundo os jogadores, não esteve presente no revés da 1 fase.
''A África do Sul realizou um grande trabalho contra o Brasil, encurtou o espaço de Kaká e Robinho e não deixou eles jogarem. Por isso foi um jogo tão duro'', comentou o técnico Bob Bradley.
Na opinião do treinador norte-americano, a vitória na decisão passa obrigatoriamente pela anulação do jogo das duas principais estrelas do time de Dunga. ''A forma como eles atacam, em contra-ataque, é a principal virtude do Brasil. Quando Kaká e Robinho têm espaço, são criadas as melhores situações. Precisamos evitar isso de qualquer maneira'', afirmou.
A seleção norte-americana não contará com o filho do treinador, Michael Bradley, expulso na semifinal contra a Espanha. Já a seleção brasileira deve ser a mesma que iniciou o jogo diante da África do Sul.
Antes da grande final, a partir das 11 horas, África do Sul do Sul e Espanha decidem o terceiro lugar.

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