O Brasil poderá contar com Neymar na partida contra a Escócia. O técnico Carlo Ancelotti confirmou após a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti que o camisa 10 passará a treinar normalmente com o restante do elenco e será relacionado para o confronto de quarta-feira (24), às 19h, em Miami, pela última rodada do grupo C da Copa do Mundo. O duelo pode valer a liderança da chave para a seleção brasileira.

Neymar não atua desde 17 de maio, quando sofreu uma lesão na panturrilha durante a derrota do Santos para o Coritiba por 3 a 0. Sua convocação foi um dos assuntos mais comentados da lista de Ancelotti, já que o atacante ainda não havia sido chamado pelo treinador desde que assumiu a seleção. Agora, o principal nome do Brasil nas Copas de 2014, 2018 e 2022 poderá fazer sua estreia no Mundial, ainda que por alguns minutos, diante dos escoceses.

Ancelotti não esconde que pretende ter Neymar em plenas condições físicas para a fase eliminatória. Antes disso, porém, o Brasil precisa confirmar a liderança do grupo. A seleção avança em situação confortável, mas pode perder a primeira colocação caso não vença a Escócia e Marrocos, que enfrenta o Haiti no mesmo horário, obtenha um resultado melhor.

Terminar em primeiro é importante para evitar um caminho mais complicado no mata-mata. Caso avance na liderança, o Brasil permaneceria nos Estados Unidos para a próxima fase, onde jogará em Houston. Se ficar em segundo lugar, terá que viajar para Monterrey, no México, além de enfrentar um adversário teoricamente mais difícil.

Para a partida decisiva, Ancelotti já sabe que terá um desfalque importante. A CBF confirmou no sábado (20) que Raphinha sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita. O atacante está fora do confronto com a Escócia e dificilmente terá condições de atuar no primeiro jogo do mata-mata.

“O atleta Raphinha passou, neste sábado, por exame de imagem que confirmou lesão muscular na região posterior da coxa direita. O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível”, informou a CBF.

Sem Raphinha, a expectativa é que o protagonismo ofensivo continue com Matheus Cunha e Vinicius Junior, destaques da vitória sobre o Haiti. O centroavante marcou dois gols, enquanto Vinicius fechou o placar. O camisa 7 participou diretamente dos três tentos brasileiros: finalizou na jogada que originou o primeiro gol de Cunha, deu a assistência para o segundo e marcou o terceiro.

A tendência é que Ancelotti mantenha a dupla no ataque e busque uma alternativa para recompor o setor ofensivo sem Raphinha. Após a última partida, o treinador destacou a atuação de Vinicius Junior e explicou a mudança de posicionamento do atacante.

“Ele chegou ao Mundial bem, em ótimas condições. Não esperamos que seja o Mundial só de Vinicius, esperamos que seja o Mundial do Brasil. Colocamos o Vini um pouco mais por dentro, deixando o jogo por fora mais para Douglas Santos, que foi muito bem. Vini é perigoso não só no um contra um, mas também atacando a profundidade. Nessa função central, ele se torna ainda mais perigoso. Marcou um gol e deu uma assistência”, afirmou Ancelotti.

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