Por Livio Oricchio
Budapeste, 14 (AE) - Depois de tudo o que se falou no fim de semana no autódromo húngaro, a perspectiva de o Brasil voltar a ter pilotos em grandes times da Fórmula 1, já na próxima temporada, é grande. Nenhum contrato foi assinado ainda, tudo pode dar para trás, mas não é incorrer em erro acreditar que o País pode ter Rubens Barrichello na Ferrari, Pedro Paulo Diniz na Benetton e Ricardo Zonta na BAR, time oficial da Honda.
Até o GP da Itália, dia 12 de setembro, ou no máximo na prova de Nurburgring, quinze dias mais tarde, a verdadeira cara da Fórmula 1 do ano 2000 já será conhecida. O melhor dela é que a exemplo da época de ouro do Brasil neste esporte, parece ser bem possível que a nação voltará a ter um representante num time capaz de lhe permitir lutar pelas vitórias, o que não ocorre desde a morte de Ayrton Senna, em maio de 1994.
Não deve ser verdadeira a alegação oficial de Rubens Barrichello, de que seu advogado, Luis Carlos Ranieri, deslocou-se até Budapeste para "passear". Sua presença no circuito, bem como de seu pai, Rubens Barrichello, também, sugerem que as negociações com a Ferrari estão na reta final. "Creio que em mais duas semanas tudo deverá estar definido, para um lado (Ferrari), ou outro (Stewart)", afirmou o piloto. A imprensa italiana dá como certa a contratação de Barrichello.
Quanto a Pedro Paulo Diniz, depende quase que só dele mesmo assegurar sua transferência da Sauber para a Benetton. "Tenho prazo até o GP da Itália para responder", disse. Há alguns problemas envolvendo a renovação do compromisso da Mild Seven, principal patrocinador da equipe, bem como com relação às garantias de reestruturação técnica que deverão ser promovidas por Rocco Benetton, diretor da organização. "Se eles perderem o patrocínio e não reforçarem o grupo de engenheiros, não sei se valerá a pena mudar, já que nesta temporada nós andamos na frente deles várias vezes."
Ao contrário de Barrichello e Diniz, Ricardo Zonta ainda não garantiu 100% sua permanência na BAR.
Se não der certo a Ferrari, Barrichello tem a Stewart. E se Diniz não pretender se transferir para a Benetton, Peter Sauber já manifestou desejo de renovar seu compromisso. Zonta está praticamente confirmado como companheiro de Jacques Villeneuve no ano que vem, mas a opção é da equipe.
Por ser um piloto reconhecidamente talentoso, Craig Pollock, sócio da BAR, deverá mantê-lo no seu time. A boa notícia é que a BAR correrá com motor Honda a partir do ano que vem e terá já uma temporada de experiência na Fórmula 1. É natural se acreditar que a Reynard, fabricante do carro e sócia no projeto, conceba um chassi melhor que o deste ano, bem como o histórico da Honda nas pistas propõe a presença de um motor dos melhores também. Por tudo isso é que a própria Fórmula 1 imagina que a BAR será uma organização bem mais forte no campeonato do ano 2000.

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