Brasil pode ser punido pela Fifa por ter utilizado Hiroshi
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, não quis se pronunciar ontem sobre a participação de Sandro Hiroshi no Campeonato Sul-Americano da categoria juvenil pela seleção brasileira, em 1997, no Paraguai, com idade falsa. O Brasil, que se sagrou campeão e garantiu vaga no Mundial, disputado no mesmo ano no Egito, corre, agora, o risco de ser punido pela Fifa.
A data-limite para inscrição dos atletas na competição sul-americana era 1º de janeiro de 1980. No Rio Branco, de Americana, sua data de nascimento era 19 de novembro de 1980. A certidão de nascimento do atleta no Cartório de Registro Civil de Araguaína (TO), sua cidade natal, aponta, porém, o nascimento em 19 de novembro de 1979, bem como a inscrição de Hiroshi na Federação Tocantinense de Futebol.
Salim Milhomem Rodrigues, vice-presidente do Tocantinópolis, clube de origem do atleta, disse que o documento que o clube tem em mãos sobre Hiroshi informa que o atacante nasceu em 1979. João Zanforlin, advogado do Rio Branco, declarou que o clube tem outro documento. O Sandro nos entregou uma carteira de identidade, mostrando que ele nasceu em 80; são os mesmos documentos que a Federação Paulista possui e a CBF utilizou para tirar o passaporte do jogador e inscrevê-lo no Sul-Americano, contou.
Se a questão é a adulteração da idade, esse não é um caso de Justiça Desportiva ou de perda de pontos; mas, sim, um caso da Justiça comum e do Ministério Público, emendou Zanforlin. Se confirmada a culpa, Hiroshi pode ser denunciado, de acordo com o Código Penal, por falsidade ideológica.
Raul Nassar Filho, um dos procuradores de Hiroshi, contou que começou a trabalhar com o atleta na sua fase final no Rio Branco. Não chegou a conhecer o jogador antes disso. Todos os documentos que tenho dele mostram que ele nasceu em 1980, justificou.





