Brasil pode garantir vaga hoje
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domingo, 15 de junho de 1997
Agência Estado Santa Cruz de La Sierra 
Zagalo é de um otimismo e imaginação inalcançáveis para comentar o jogo contra o México, hoje, às 21h35, pela segunda rodada do Grupo C da Copa América. Depois de orgulhar-se pelo fato de o Brasil ser o único time a marcar gols jogando contra os fortes ventos no Estádio Ramón Tahuichi nesta Copa América, o técnico garantiu que a Costa Rica, o time humilhado por um 5 x 0 no jogo passado, ainda vai ganhar de muita gente no torneio. Que com a Seleção jogando daquele jeito, caminha não só para ganhar a Copa América, mas o Mundial da França, já que não está errando. É neste espírito mais do que otimista que a Seleção entra em campo contra os mexicanos, no mesmo campo em que ambos conseguiram as primeiras vitórias. Neste jogo, Zagalo disse não ter visto nada demais na equipe do sérvio Bora Milutinovic, que foi outro técnico a não trazer para a Copa América o melhor time que tinha. Ficaram de fora nada menos do que oito jogadores que disputam as Eliminatórias. Então, o que temer na partida?
A única dúvida de Zagalo está na função que ele chama de 1, o jogador com a responsabilidade de armação no time. Denílson pode retornar depois de ter ficado ausente no jogo de estréia, por causa de um ferimento no rosto. Com isso 1 seria Leonardo. Célio Silva retorna à zaga. É o titular de Zagalo.
MéxicoO técnico da seleção do México, Bora Milutinovic, abre um sorriso quando comenta sobre seu adversário desta noite. O Brasil sempre está no meu caminho, comenta, lembrando que será a nona vez que enfrenta os brasileiros: perdeu sete e ganhou apenas um. Mudo de time, mas sempre enfrento dificuldades. A primeira vez que jogou contra o Brasil foi na Copa de 90, na Itália, onde dirigia a Costa Rica - perdeu por 1 x 0. Minha desvantagem é muito grande, mas totalmente natural, comenta. Feliz daquele que tem a fórmula para derrotar os brasileiros. Bora diz que não é uma tarefa fácil, pois os erros apresentados pelo Brasil em uma partida não são repetidos em outra. A solução é buscar a eficiência dos detalhes - como aproveitar os avanços de Roberto Carlos. Surge aí um espaço que nem sempre é coberto por um zagueiro, acredita.
Para o jogo, o técnico mantém a equipe que venceu a Colômbia, trocando apenas o goleiro - Pi¤eda, machucado, cede a vaga para Adolfo Ríos. A média de idade da equipe é muito baixa (24 anos), por isso enfrentar o Brasil vai ser uma verdadeira prova para a maioria deles.FICHA TÉCNICA


