Brasil pode garantir vaga esta tarde
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sábado, 06 de outubro de 2001
Julio Cesar Lima<br> De Curitiba 
O Brasil pode garantir hoje, às 16 horas, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, contra o Chile, sua passagem para a Copa do Mundo/2002, sem passar pelo vexame da repescagem, que o obrigaria a disputar uma vaga contra a Austrália, campeã do grupo da Oceania. Caso vença, a equipe de Luiz Felipe Scolari chega aos 27 pontos e pode ficar entre os quatro melhores do continente, conforme uma combinação de resultados.
Depois de muito mistério, Scolari decidiu pela entrada de Marcelinho e Edílson, que foi convocado para o lugar de Ronaldinho, cortado por causa de uma contusão, no ataque. ''Mesmo o fato de ter chegado depois não influiu. Se eu for confirmado para a partida, não irei decepcionar'', afirmou.
Brasil e Chile jogaram 54 vezes. O Brasil venceu 37 e perdeu apenas sete, sendo dez empates. A ampla vantagem, no entanto, não deixa o otimismo tomar conta da equipe. ''Não podemos pensar dessa forma. O time chileno também tem jogadores habilidosos e isso exige atenção o jogo inteiro'', avaliou o zagueiro Juan.
Para Scolari, o Brasil deve entrar em campo com o pensamento voltado para a vitória. Diferentemente da partida contra a Argentina, quando afirmou que o
empate seria um bom resultado.
Os chilenos acreditam que podem surpreender o Brasil. Mesmo sendo derrotados pela Venezuela, em Santiago, e na penúltima colocação das Eliminatórias, o técnico Jorge Garcéz aposta na pressão da torcida brasileira para complicar o jogo. ''O Brasil entra em campo com a obrigação de vencer, e sabemos que a torcida quer uma vitória. Caso o time brasileiro não consiga um gol no começo, isso pode ser uma vantagem'', analisa Garcéz.
O maior ídolo da atualidade do futebol chileno, o atacante Marcelo Salas, da Juventus, também elogia o Brasil, mas acredita no seu país. Responsável pelo processo de renovação chilena após a aposentadoria de Zamorano, o jogador credita a péssima campanha de sua seleção, que não vai à Copa, à mudança de muitos jogadores. ''Desde a disputa da Copa da França, mudamos mais de 60% dos jogadores. Isso influiu muito em nosso rendimento'', concluiu.


