São Paulo - O caso de Rebeca Gusmão tem efeito dominó, que atinge toda a natação brasileira e muda a imagem dos Jogos Pan-Americanos do Rio. Rebeca perdeu as medalhas de ouro nos 50m e 100m livre que ganhou no Pan, em julho, e ainda prejudicou as companheiros do revezamento: Flávia Delaroli, Tatiana Lemos e Monique Ferreira ficam sem a prata do 4 x 100m livre, enquanto Fabíola Molina, Tatiane Sakemi e Daiene Dias perdem o bronze do 4 x 100m medley. O Brasil ainda fica sem a vaga olímpica de Rebeca nos 50m e 100m livre e no 4 x 100m livre. O País só não perdeu a terceira posição na classificação geral do Pan, mas agora soma 157 medalhas.
A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) terá de devolver as medalhas ao Comitê Olímpico Brasileiro, para que sejam enviadas à Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa).
O COB confirmou ontem a decisão que a Odepa anunciou na noite de segunda, antes mesmo da abertura da contraprova de Rebeca no laboratório Armand Frappier, em Montreal, no Canadá - a análise da amostra A do controle feito pela Federação Internacional de Natação (Fina) no dia 13 de julho apontou presença de níveis excessivos de testosterona e provocou a suspensão preventiva da nadadora, que ainda responde a processo que apura possível fraude em duas outras amostras de urina coletadas durante o Pan, com DNAs diferentes.

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