O Brasil abusou do preciosismo e da falta de objetividade e perdeu para a África do Sul por 3 a 1 ontem, em Brisbane, pela segunda rodada do torneio masculino de futebol de Sydney. O time sub-23 de Wanderley Luxemburgo, que havia vencido a Eslováquia por 3 a 1 na estréia, teve frustrado seu plano de mostrar um ‘‘futebol bonito’’, perdeu a calma e uma invencibilidade de 17 jogos.
Agora, o Brasil precisa vencer o Japão na próxima quarta-feira e torcer contra a África do Sul para garantir uma vaga nas quartas-de-final e continuar vivo na briga pela inédita medalha de ouro olímpica (veja quadro de classificação nesta página).
O jogo começou em alta velocidade, com as duas equipes buscando o ataque e desguarnecendo suas defesas. A África do Sul, que em sua estréia havia perdido para o Japão por 2 a 1 e precisava do resultado, abriu o placar em seu primeiro chute a gol. Aos 9min, o meio-campista Fortune cobrou falta com perfeição da entrada da área e acertou o ângulo direito de Hélton, que chegou atrasado.
Os africanos nem tiveram tempo de comemorar. No lance seguinte, Fábio Aurélio arrancou em velocidade pela esquerda e cruzou para a área. O meia-atacante Edu, a principal figura do time de Luxemburgo, cabeceou forte no chão e fez seu segundo gol no torneio.
Aos 13min, os sul-africanos reclamaram pênalti. Pule recebeu a bola dentro da área, dividiu com Hélton e bateu para o gol. Fábio Bilica tirou com o braço, mas o juiz não marcou a penalidade.
Um minuto depois, o mesmo Fábio Bilica quase virou para o Brasil, após cobrança de escanteio. Na confusão dentro da área, o zagueiro chutou forte, mas a bola desviou na zaga da África do Sul.
O Brasil, melhor em campo, abusava dos lances de efeito e perdia um gol atrás do outro. Ronaldinho, que teve atuação apagada no jogo contra a Eslováquia, colocou Alex duas vezes na cara do gol, mas o meia brasileiro desperdiçou.
No fim da primeira etapa, ex-meia do Palmeiras recebeu lançamento de Edu e marcou, mas o juiz anulou o lance alegando impedimento.
No segundo tempo, os times diminuíram o ritmo. O Brasil, pouco criativo, não conseguia envolver a defesa rival. O técnico Wanderley Luxemburgo, então, mexeu no time. Colocou o volante Mozart no lugar de Geovanni, e avançou Edu para o ataque. A mudança não deu o resultado esperado.
Aos 27min, a África do Sul voltou a ficar à frente no placar. Lekoelea fez cruzamento da esquerda, a zaga brasileira falhou, e Nonvethe cabeceou livre para fazer o segundo gol.
No minuto seguinte ao gol, Luxemburgo voltou atrás em sua alteração. Tirou um volante – Marcos Paulo – e colocou o atacante Lucas. Menos de cinco minutos depois pôs Roger, mais um atacante, no lugar de Baiano. Nervoso, o Brasil continuou sem poder ofensivo e abriu espaço para os contra-ataques da África do Sul.
Aos 45min, os africanos aproveitaram uma falha de Fábio Bilica e fecharam o placar com Lekoelea, que aproveitou rebote de Hélton.

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