São Paulo - A maior atuação do beisebol brasileiro assustou os cubanos na noite de quarta-feira, no estádio Latinoamericano, em Havana, pelas quartas-de-final do Campeonato Mundial. O Brasil passou a frente no marcador, no início do nono e último inning 3 a 2 com um ''home run'' de Reinaldo Sato. Mas o ruidoso público de 55 mil pessoas respirou aliviado quando Morales revidou com um quadrangular duplo (home run de dois pontos), na última tentativa que Cuba teria para reagir, fechando o jogo em 4 a 3 para a favorita seleção cubana.
O jogador mais elogiado da seleção brasileira foi o pitcher Kleber Ojima, de Mogi das Cruzes, que atualmente defende o Mitsubishi, do Japão. Graças a ele, a defesa do Brasil não cometeu um só erro durante toda a partida, diante do forte ataque do time cubano.
Humilde, Ojima disse apenas que teve uma boa jornada, explicando que sem uma estratégia prévia sua preocupação maior foi diminuir o ritmo dos batedores cubanos. ''Consegui um bom controle do jogo, arremessando na zona baixa, e isso ajudou a equipe''.
O Brasil conseguiu fazer dez hits contra oito de Cuba. Os próprios cubanos reconheceram que o Brasil esteve muito perto de uma façanha: vencer Cuba dentro de casa e ficar entre as quatro melhores seleções do mundo.
O Brasil, que na noite de ontem enfrentaria os EUA na disputa do quinto ao oitavo lugar, teve em Cuba o seu melhor resultado em um Mundial. A última vez que a equipe disputou esta competição foi em 72, na Nicarágua.
Os quatro finalistas da competição, depois da rodada de quarta, foram Cuba, Japão (que venceu a Coréia do Sul por 2 a 0), Taiwan (que superou os EUA por 2 a 1) e Panamá (que derrotou a Nicarágua por 5 a 0).
O Mundial de Cuba termina amanhã. No dia seguinte, a seleção brasileira seguirá direto para o Panamá onde, a partir do dia 30, disputará um seletivo pré-olímpico com as melhores equipes das Américas EUA, Cuba, Panamá, Nicarágua, Venezuela, Canadá, Porto Rico, entre outras. Os dois primeiros colocados disputarão a Olimpíada de Atenas.

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