Brasil perde invencibilidade no Equador
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quinta-feira, 18 de novembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Até um time pentacampeão do mundo de vez em quando provoca bocejos. E sensação de tédio foi o que a seleção passou na derrota por 1 a 0 para o Equador, ontem no Estádio Atahualpa, pela 11 rodada das Eliminatórias da Copa. A equipe com estrelas da grandeza dos Ronaldos, Kaká, Cafu, Roberto Carlos, Dida, teve desempenho pouco menos do que sonolento e até os 32 minutos do segundo tempo garantia invencibilidade na fase de classificação para o Mundial da Alemanha. Mas só não havia combinado o script com Mendez, autor do gol que encerrou a série de cinco vitórias e cinco empates do Brasil.
Carlos Alberto Parreira bem que tratou de valorizar o duelo com os equatorianos, até bem pouco tempo atrás um dos patinhos feios da região o outro continua a ser a Venezuela. O treinador afirmou, na véspera da partida numa chuvosa e fria Quito (11 graus) que se tratava do compromisso ''do ano'', porque fechava o calendário da amarelinha se bem que usou uniforme azul em 2004 e por ser disputado na altitude. Os 2.732 metros da capital do Equador despontavam, na avaliação de técnico e seus jogadores, como rival mais temível do que os anfitriões.
Por precaução, o grupo deixou a concentração de Guayaquil no fim da manhã e desembarcou em Quito quatro horas antes de encarar o entusiasmo equatoriano. Assim que o colombiano Oscar Ruiz mandou a bola rolar, todo mundo entrou no clima de respeito e temor ao ar rarefeito.
A estratégia da economia de ar fez com que o Brasil desse três chutes a gol na etapa inicial, todos para fora. O primeiro com Ronaldo, aos 11 minutos; o segundo e o terceiro, com Kaká, aos 19 e aos 44.
Em compensação, Dida fez a defesa mais bonita aos 16 minutos, quando aparou cabeçada à queima-roupa de Delgado e espalmou o rebote. O Equador não foi além disso na primeira fase, mostrava limitação e baseava confiança de ir a nova Copa no retrospecto em casa: quatro vitórias e um empate como mandante, contraponto para as cinco derrotas como visitante.
O técnico Luiz Fernando Suarez achou que podia mudar o rumo do jogo no segundo tempo. Para tanto, tirou Urrutia e colocou Salas, atacante mais veloz. A mudança compensou. O Brasil só levou perigo num chute de Ronaldinho Gaúcho que acertou o travessão aos 12 minutos e não foi além disso.
Os equatorianos tiveram uma chance aos 25 minutos, em outra defesa precisa de Dida, mas marcaram aos 32, com chute de Mendez, de fora da área. A bola desviou no pé de Roque Júnior e enganou Dida. No fim, festejaram a 5 vitória em casa, com direito até a tímido olé.
EM QUITO
Equador 1
Villafuerte; De la Cruz, Ivan Hurtado, Espinoza e Urrutia (Salas); Tenorio, Marlon Ayovi, Mendez e Ambrosi; Kaviedes (Walter Ayovi) e Agustín Delgado (Reasco). Técnico: Luiz Fernando Suarez
Brasil 0
Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Renato, Kléberson (Ricardinho), Juninho Pernambucano (Dudu Cearense) e Kaká (Adriano); Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Técnico: Carlos Alberto Parreira
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Estádio: Olímpico Atahualpa
Gol: Mendez, aos 31 minutos do 2º tempo


